Hoje fui tomar café com o Beto no Vanilla aqui ao lado do escritório e ele me deu um livro de presente. Ao abrir o livro, em um página aleatória, me deparo com a seguinte citação:
Quando eu era jovem pensei em várias coisas:
Pensava que precisava de liberdade,
mas foi dito que eu precisava de direção.
Pensava que poderia tomar minhas próprias decisões,
mas foi dito que eu tinha obrigações.
Pensava que poderia seguir o meu sonho,
mas foi dito que eu deveria seguir as regras.
Quando eu era jovem pensei em várias coisas:
mas agora eu sou mais velho e
todos os sonhos se foram.
Coincidência, não?
sexta-feira, setembro 26, 2008
quinta-feira, setembro 25, 2008
O que aconteceu com os sonhos?
Eu sei, eu sei, esse blog anda às traças. Mas não significa que nada tem acontecido. Pelo contrário, os acontecimentos andam mais rápidos que a minha capacidade em descrevê-los.
Acabei de voltar do show do Club8 no SESC Vila Mariana. Vai ser o mais próximo que vou chegar da Invasão Sueca já que não comprei ingresso antecipado para ver Peter, Bjorn and John junto com Shout Out Louds no StudioSP. Não que minha determinação não tenha me levado até a porta do clube, mas o cambista não aceitou meu cheque e os caixas eletrônicos estavam todos fechados. E, mesmo tendo subido a Augusta pedindo para todos os botecos descontarem a grana no meu redeshop, tive que vir para casa e me contentar em só ter visto 1/3 do projeto em São Paulo. Não que não tenha sido bom. O show foi curto, uma hora somente. Mas fofo, muito fofo. Quero um amor estilo pop rock sueco à la Club8- aquele amor sussurrado, melodia simples, aquele quadro de uma tarde de sol, você encostado em uma árvore, lendo um livro enquanto alguém cochila na sua perna. Pessoas simples, que sabem o que querem. Impossível? Talvez. Melhor acreditar que não, pelo menos a esperança me faz feliz.
Mas voltando ao título infeliz deste post, o que aconteceu com os sonhos? Essa é a pergunta que eu mais tenho feito nos últimos dias. This has been a hell of a year! Oh yeah! Muitos problemas, muita decepção e ao mesmo tempo muita esperança de que a gente não estrague ainda mais as coisas.
Sempre tive medo dos 30 anos. Sim, sim. Parece uma maldição. E para algumas pessoas, a maldição pega. Se não tiver força de vontade e amor próprio, essa é a fase onde você se acostuma a tudo. Nos últimos dez anos, ouvi meus amigos (e eu, inclusive) proferindo toda a sorte de "se" e "ses", e sonhos infindáveis foram contados. Alguns tiveram a coragem de cruzar a linha de passe, para outros os sonhos aconteceram naturalmente. Outros, por sua vez, só se contentaram.
[EDITED]
Se contentaram com relacionamentos mornos, com namorados e namoradas que ao invés de agregar, diminuem. Se contentaram em ser menos do que o potencial delas lhes permitia. Todos parecem contentes em fazer parte da média - pois, na verdade, as expectativas baixaram e a esperança, esvaneceu. Não é o que você sempre sonhou, mas... tudo bem.
E então, será que a vida é só isso? E a pergunta continua aqui, o que aconteceu com os sonhos? O que aconteceu com os meus sonhos? O que aconteceu com os seus sonhos? E fica aqui os meus parabéns aos que foram atrás e fizeram acontecer - e que certamente continuarão a fazê-lo.
Acabei de voltar do show do Club8 no SESC Vila Mariana. Vai ser o mais próximo que vou chegar da Invasão Sueca já que não comprei ingresso antecipado para ver Peter, Bjorn and John junto com Shout Out Louds no StudioSP. Não que minha determinação não tenha me levado até a porta do clube, mas o cambista não aceitou meu cheque e os caixas eletrônicos estavam todos fechados. E, mesmo tendo subido a Augusta pedindo para todos os botecos descontarem a grana no meu redeshop, tive que vir para casa e me contentar em só ter visto 1/3 do projeto em São Paulo. Não que não tenha sido bom. O show foi curto, uma hora somente. Mas fofo, muito fofo. Quero um amor estilo pop rock sueco à la Club8- aquele amor sussurrado, melodia simples, aquele quadro de uma tarde de sol, você encostado em uma árvore, lendo um livro enquanto alguém cochila na sua perna. Pessoas simples, que sabem o que querem. Impossível? Talvez. Melhor acreditar que não, pelo menos a esperança me faz feliz.
Mas voltando ao título infeliz deste post, o que aconteceu com os sonhos? Essa é a pergunta que eu mais tenho feito nos últimos dias. This has been a hell of a year! Oh yeah! Muitos problemas, muita decepção e ao mesmo tempo muita esperança de que a gente não estrague ainda mais as coisas.
Sempre tive medo dos 30 anos. Sim, sim. Parece uma maldição. E para algumas pessoas, a maldição pega. Se não tiver força de vontade e amor próprio, essa é a fase onde você se acostuma a tudo. Nos últimos dez anos, ouvi meus amigos (e eu, inclusive) proferindo toda a sorte de "se" e "ses", e sonhos infindáveis foram contados. Alguns tiveram a coragem de cruzar a linha de passe, para outros os sonhos aconteceram naturalmente. Outros, por sua vez, só se contentaram.
[EDITED]
Se contentaram com relacionamentos mornos, com namorados e namoradas que ao invés de agregar, diminuem. Se contentaram em ser menos do que o potencial delas lhes permitia. Todos parecem contentes em fazer parte da média - pois, na verdade, as expectativas baixaram e a esperança, esvaneceu. Não é o que você sempre sonhou, mas... tudo bem.
E então, será que a vida é só isso? E a pergunta continua aqui, o que aconteceu com os sonhos? O que aconteceu com os meus sonhos? O que aconteceu com os seus sonhos? E fica aqui os meus parabéns aos que foram atrás e fizeram acontecer - e que certamente continuarão a fazê-lo.
terça-feira, setembro 09, 2008
sábado, agosto 16, 2008
Your Love Alone Is Not Enough
O último álbum do Manic Street Preachers foi lançado em abril do ano passado, e não sei porque só tive contato com ele agora. Sou fã dos Manics. E ter um single com as duas vozes mais gostosas do mundo, Nina Persson e James Dean Bradfield, é sacanagem.
segunda-feira, julho 07, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
O banquete do amor (Feast of Love)
– Como posso mudar? Não posso passar por isso outra vez. Harry, juro por Deus, perderei a cabeça.
– Merda. Bradley, ouça. Você deve ficar alerta, atento.
– O que quer dizer?
– Bem, tudo o que devemos saber está sempre diante dos nossos olhos. Sim, nós temos ilusões, esperanças e as pessoas podem nos cegar. Mas o fim já está desde sempre no princípio.
– Kathryn disse que eu nunca a vi. Talvez nunca tenha visto a Diana, também. Eu só estou à procura de um pedaço de felicidade, então fecho os olhos e pulo.
– OK, então da próxima vez…
– Não pulo?
– Não, não. Pule! Pule, mas de olhos abertos.
– Merda. Bradley, ouça. Você deve ficar alerta, atento.
– O que quer dizer?
– Bem, tudo o que devemos saber está sempre diante dos nossos olhos. Sim, nós temos ilusões, esperanças e as pessoas podem nos cegar. Mas o fim já está desde sempre no princípio.
– Kathryn disse que eu nunca a vi. Talvez nunca tenha visto a Diana, também. Eu só estou à procura de um pedaço de felicidade, então fecho os olhos e pulo.
– OK, então da próxima vez…
– Não pulo?
– Não, não. Pule! Pule, mas de olhos abertos.
sexta-feira, maio 09, 2008
Intersom

Ontem, assim, sem mais nem menos, fomos parar no SESC Pompéia para um mini festival de música brasileira chamado Intersom. Fiquei sabendo à tarde ao abrir o jornal, mas os ingressos já estavam esgotados. Mesmo assim fomos para o SESC tentar descolar entradas - e conseguimos. Na verdade, eu só queria ir para assistir Hurtmold mais uma vez, mas pelo palco da choperia passaram Akin, Hurtmold, Mamelo Sound System, Maquinado e Céu. E tivemos gratas surpresas. Primeiro porque Mamelo Sound System é excepcional, ainda mais para mim, que não tenho lá grandes paixões pelo hip hop. Segundo porque finalmente consegui assistir a Céu ao vivo e conferir o vozeirão da moça. E Hurtmold, ah, Hurtmold é fenomenal. Maquinado também trouxe novas referências sonoras para os ouvidos, também gostei. Pena que peguei somente o final do show do Akin. A terça-feira foi um caldeirão de sonoridades brasileiras, várias tribos congregadas em torno do palco para cultuar a nossa música (oh). E em uma noite fria de terça, não é que valeu a pena sair de casa? Programa bacana.
quarta-feira, maio 07, 2008
Playing by heart's quote #2
Paul: The wonderful thing about falling in love, is that you learn everything about that person, and so quickly. And if its true love, you begin to see yourself through their eyes, they bring out the best in you. Its almost as if you are falling in love with yourself.
I just can't wait to hear the next words out of your mouth...just looking at you makes me happy.
I just can't wait to hear the next words out of your mouth...just looking at you makes me happy.
Playing by heart's quote #1
I have this friend, a jazz musician, trumpet player. I go and hear him jam every month or so. He plays this piece I love, an old Chet Baker tune. Every time he plays the same notes, and everytime it sounds different. One night we were having drinks, when I used to drink, and I tried telling him how that song made me feel, how his playing made me feel, how the notes made me feel. My friend shook his head and said, Joan, you can't talk about music. Talking about music is like dancing about archictecture. So I said, alright, well if you're gonna get all philosophical on me, its just as pointless as talking about a lot of things. Love for instance. My friend laughed and said, You can't talk about love. Talking about love is like dancing about archictecture. So I don't know, he might be right. But it ain't gonna stop me from trying.
terça-feira, maio 06, 2008
Pourquoi viens tu si tard?
Pourquoi viens tu si tard ?
Je ne t’attendais plus
J’avais cessé d’y croire,
Tiré un trait dessus.
Pourquoi viens tu si tard ?
Qu’est-ce qui t’amènes ici ?
Quelle cruauté bizarre
Cette soudaine envie
Pourquoi viens tu si tard ?
Ta mère t’as rien appris
On arrive pas si tard
Chez ceux qui vous convie
Sobre abstinência e chás da tarde
Alguns já sabem, mas comecei a fazer terapia. Um método alternativo pelo qual devo ficar longe de bebida por 21 dias. E nunca pensei que tal coisa seria tão difícil. Nota de que estou alcoolatra ou falta de vergonha na cara? Pois bem, a abstinência despertou algo que há tempos tinha abandonado: a vontade de cozinhar. Aproveitei o feriado para descansar em casa, sem pensar em fazer nada. Passei os dias organizando minhas coisas, fazendo bolos e recebendo a visita de amigos para tomar um café. Período gostoso e confortante. Papo jogado fora, saudades mortas, filmes e seriados na TV. Nem mais, nem menos, só a certeza de suas coisas, sua vida e o convívio com as pessoas que você ama.
Minha vó já dizia...
(e a vó de todo mundo também) que depois da tempestade vem a bonança. E depois de um inferno astral intenso com direito até a terremoto em São Paulo, na última quinta-feira as coisas começaram a mudar. Aos poucos, calma e lentamente, as coisas começaram a se assentar e gratas surpresas começaram a acontecer. Tanto é que parece que o tal inferno astral está a léguas de distância no tempo. O final de semana do aniversário foi agitado - começou com balada na quinta, noitada na sexta, sábado de Virada Cultural e festa no domingo com encerramento na Loca, além de comemoração no escritório, no teatro e em família. E como eu disse, surpresas aconteceram. Surpresas muito boas. Nesse período conheci pessoas muito bacanas, aprendi bastante sobre psicoses e como fazer feijoada para 50 pessoas. Fase de mudanças. O ano parece estar finalmente começando. Se nos períodos ruins a gente conseguisse ao menos crer que tudo vai ficar bem, tudo seria bem mais fácil e sem dor de cabeça.
sexta-feira, abril 25, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
Nostalgia



Esse é o trabalho do fotógrafo Jan von Holleben. Essas fotos fazem parte do projeto "Dreams of Flying", um livro que está a venda na web e nas livrarias alemãs. O site dele vale a visita. É de uma simplicidade, beleza e genialidade tão grandes, além de uma visão abençoada que os grandes fotógrafos possuem, que é impossível não voltar aos anos em que você tinha 5 anos e fazia foguetes com caixas de papelão.
quarta-feira, abril 23, 2008
Da série Inferno Astral #4
Acordar hoje com uma crise brava de sinusite.
Mas, como diz a Mari, seguimos confiantes.
Mas, como diz a Mari, seguimos confiantes.
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