
As coisas andam meio tumultuadas ultimamente e pouco tempo está sobrando para atualizar este blog. Mas parece que tudo que queria acontecer em 2006 e não aconteceu ainda está tentando acontecer! Semana passada o escritório entrou em um processo de concorrência para duas campanhas que precisam ser finalizadas ainda em 2006. Ganhamos 2/3 desta concorrência e um novo cliente! Bom, no dia seguinte ficamos sabendo que o novo cliente foi comprado por uma multinacional suíça e que as coisas ficariam meio indefinidas. A campanha continuou de pé, ainda estamos correndo para fechar tudo até dia 22, mas quanto ao novo cliente, talvez ele vire um novo-novo cliente logo mais. Basicamente a semana passada foi marcada por noites varadas no escritório, ensaios para a apresentação do teatro, pela tentativa mal-sucedida de assistir "O Crocodilo" e não dormir, pela tentativa mal-sucedida de ver Jens Lekman no StudioSP e também não conseguir, já que estava lotado. Por alguns chopps para por o papo em dia com a Stelinha, e foi isso. Mas eis que a sexta-feira chegou.
Sexta era o dia do show do El Perro del Mar no SESC Vila Mariana, para o qual eu estava ansioso. É uma banda sueca que ninguém ouviu falar e tudo o mais, aquela coisa. Mas eu estava ansioso para ver e ouvir a sublime Sarah Assbring. O show foi curtíssimo, cerca de 50 minutos, num auditório ridículo de pequeno e eles estavam ultra nervosos. Foi um show estranho, parecia apresentação de colégio. Mas foi gostoso! Que voz deliciosa! A ocasião serviu para encontrar a Suzzan, uma alemã que conheci pelo velho e bom CouchSurfing. Ela está morando no Brasil e fazendo estágio na Câmara de Comércio Europeu - gente boa, gostei dela. E eis que na saída do show do El Perro...
Uma funcionária do SESC nos aborda perguntando se queremos assistir o show do Barbatuques, grátis. Como é? Grátis? Claro! E lá fomos todos nós - Suzz, Mitch, Gil e eu - ver as impossibilidades sonoras do grupo e convidados. E, com exceção da Badi Assad, nem precisava ter convidado nenhum, por exemplo o Chico César, que só fez estragar a apresentação dos caras. Mas o show foi ótimo, e se você não conhece, não perca a próxima oportunidade. Depois de Barbatuques...
Ainda restava tentar ir ao show do Erlend Öye, do Kings of Convenience, no StudioSP, uma espécie de acústico/voz e violão já que a banda não veio. Já estava meio bodeado por quarta não ter conseguido entrar por causa da lotação, mas voltei a tentar e sexta-feira estava sussa. Mitch e eu fomos para lá por volta da meia-noite, o show tinha começado, e o cara é uma figura completa - totalmente à vontade, fazendo brincadeiras, bem performático. E Kings of Convenience é aquela coisa né... som para ouvir com aquela preguiça característica de dias chuvosos e frios... ou só frios, à la Noruega. Depois de "I'd rather dance with you", "Stay out of trouble" e "Homesick" satisfazerem totalmente minha vontade louca de ir a esse show, o cara ainda saca uma "Heaven knows I'm miserable now" com toda aquela melancolia do Kings. De matar. Lá encontramos a Alê, a Angélica e alguns amigos delas que não conheço, e depois do show, entre um pulo ou outro na pista para matar minha vontade de dançar Gossip, o papo rolou solto até às 3h. E depois de três caipiroskas (como me alertou o barman, muito bravo, pois eu ficava pedindo caipirinha com vodka) e um saquê, lá vou eu...
Para o aniversário da Lukka, na D-Edge. E foi aí que o negócio começou a desandar. Encontrei um monte de gente, mas a Lukka que é bom, só fui encontrar no final e ela nem lembra que fui na festa, de tão... enfim, deixa pra lá. Mas ela foi embora e me deixou encarregado de acabar com 3 garrafas de champagne. Que tarefa difícil! Logo fiquei conversando com um amigo do Chris e matamos as três garrafas! E o melhor, ainda lembro o teor da conversa! Huh! Imbatível! Depois encontrei mais uns 3 conhecidos, papos rápidos e eis que... The boy from Milwalkee ataca novamente face à invasão de hologramas que aconteceu na balada! Às seis horas descolei uma carona para casa, paguei e quando sai da balada com o Gil...
A carona tinha ido embora. Pegamos o táxi e fomos para casa. No portão de casa, baixou outro exu e tivemos que desencanar de ir dormir, não sem antes dar uma passada na Loca para espeirar a poeira estelar baixar. Encontrar mais conhecidos, descolar mais bebida free até a hora de ir embora, dançar que nem um louco e ir para casa, descansar, às 10h da manhã. E esse foi...
O início do fim-de-semana. Mas sábado só trabalhei, domingo ensaio até às 3h da tarde para depois assistir a apresentação do pessoal de Artes do Corpo da PUC, "Mulheres de Rosa", uma peça com fragmentos da obra de Guimarães Rosa, com foco na relação de Riobaldo e Diadorim, de Grande Sertão: Veredas. Simplesmente animal, e emocionante por sentir a entrega vísceral com que o grupo estava fazendo aquilo. E a semana começa!