sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Fevereiro
Fevereiro foi uma semente de dente-de-leão soprada ao vento. Quando me dei conta, o mês tinha voado. Parece que os dias têm sido reduzidos à 18, 12 horas apenas, tamanha é a quantidade de coisas que tenho para fazer. Quero (e preciso) de dias mais longos. Ou um pouco mais de planejamento e disciplina já ia ajudar. Inauguramos a exposição no dia 14, ou pelo menos tentamos. Agora, mesmo estando concluída, ela ainda nos persegue com alguns ajustes que teimam em aparecer. Depois de ter todas as horas deste mês devotados a este trabalho, não dava para esperar um carnaval agitado. Fiquei em São Paulo mesmo, passeando com um amigo das gringas e resumindo a bebedeira e folia a 5 chopps no bar do Léo sábado à tarde. Domingo no sofá assistindo a tempestade alagar a rua, e segunda rumar para o sítio para dar cabo à canseira. O carnaval foi bom também para fazer uma maratona cultural, ir ao cinema, teatro, conversar com os amigos. E agora que o ano realmente começa, ainda preciso fazer o tal do meu planejamento que está ali, esperando sua vez de chegar desde o reveillon. Mudei também o visual do blog, que já estava me cansando, mas ainda não cheguei a um resultado satisfatório. De resto, mais do mesmo. Hoje rumo ao Rio de Janeiro, por um ponto no final no período de festas/férias que nos assola até o começo de março. E a partir de segunda, expectativas para um novo ano que começa.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Morte ao ego
"Devemos preservar os espaços da criação, os espaços do luxo e do pensamento, os espaços do superficial, os espaços da invenção do que ainda não existe, os espaços da interrogação de ontem, os espaços do questionamento. Eles são nossa bela propriedade, nossas casas, de todos e de cada um. As impressionantes construções da certeza definitiva, não nos faltam, paremos de construí-las. A comemoração também pode ser viva, a lembrança também pode ser feliz ou terrível. Temos o dever de fazer barulho. Nós devemos conservar no centro de nosso mundo o espaço de nossas dúvidas, o espaço de nossa fragilidade, de nossas dificuldades em dizer e em ouvir. Devemos ficar hesitantes, e resistir assim na indecisão aos discursos violentos ou amáveis dos indiscutíveis profissionais de lógicas econômicas, os conselheiros-pagantes, utilitários imediatos, os hábeis e os espertos, nossos consensuais senhores..."
Fragmento extraído do livro Du luxe et de l'impuissance (Do luxo e da impotência) de Jean-Luc Lagarce.
Fragmento extraído do livro Du luxe et de l'impuissance (Do luxo e da impotência) de Jean-Luc Lagarce.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Rush

ia guardar para fazer meu cartão de páscoa, mas as coisas andam tão no "rush" pra todo mundo, que resolvi postar para descontrair. parece que está todo mundo atolado de trabalho, enfrentando o maior stress e à beira de um ataque de nervos. e o ano mal começou. eu também estou no mesmo barco, amigos. madrugadas adentro, projetos para serem entregues e uma exposição para ser inaugurada na próxima quarta-feira e ainda um monte de detalhes para serem resolvidos. mas enfim, amigos, estou aqui para dizer-lhes que há esperança. não desistam, não entreguem os pontos, não matem seus chefes. e não pensem que depois do carnaval vai melhorar pois só tende a ser mais puxado. mas respirem fundo, fechem os olhos, mentalizem algo bom, e continuem. keep going! pro lado de cá, devido a este rush lascado, pouca coisa tem acontecido. o tuomas chegou da finlandia essa semana, mas mal estou passando tempo com ele. as festas no 339 continuam, não tenho feito balada nenhuma, estou sossegando e ficando apenas mais feliz e tranquilo, deixando todas as perguntas da alma pra lá, pois elas sempre continuam sem resposta. o coração tá bem, respirando um pouco de ar puro com o peito aberto. ah, e tem sempre o stress de onde passar o carnaval. dessa vez, nenhum plano. talvez passar no sítio mesmo, com meus pais, sem gastar dinheiro e descansar desta vida cansativa de ser paulistano.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Quickdrop
Hein? Miss Kittin, a rainha do electro, e David Guetta confirmados para o Skol Beats? E ainda talvez Laurent Garnier?
(...)
O Resfest agora também vira festival de música e traz Animal Collective?
(...)
O pessoal da Circuito abre a Clash, a mais nova balada eletrônica da Barra Funda?
(...)
Mais uma grande exposição na Oca chegando? Se preparem para Da Vinci!
(...)
Corrida dos filmes concorrentes ao Oscar? Todos estreiando ao mesmo tempo: "A Rainha", "Cartas de Iwo Jima", "O Último Rei da Escócia", "Pecados Íntimos", "À procura da felicidade"?
(...)
Novo disco do Arcade Fire vazando na internet? We need a intervention...
(...)
Cansei de ser sexy, a banda brasileira menos brasileira do momento, fazendo show por aqui?
(...)
Fevereiro chegou!
(...)
O Resfest agora também vira festival de música e traz Animal Collective?
(...)
O pessoal da Circuito abre a Clash, a mais nova balada eletrônica da Barra Funda?
(...)
Mais uma grande exposição na Oca chegando? Se preparem para Da Vinci!
(...)
Corrida dos filmes concorrentes ao Oscar? Todos estreiando ao mesmo tempo: "A Rainha", "Cartas de Iwo Jima", "O Último Rei da Escócia", "Pecados Íntimos", "À procura da felicidade"?
(...)
Novo disco do Arcade Fire vazando na internet? We need a intervention...
(...)
Cansei de ser sexy, a banda brasileira menos brasileira do momento, fazendo show por aqui?
(...)
Fevereiro chegou!
segunda-feira, janeiro 29, 2007
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Let you go
Vá embora e feche a porta,
tenho frio
Vá embora antes que eu chore,
tenho frio
Vou trancar-me para nunca mais abrir
Pro sabor dos nossos sonhos não fugir
Ainda lembro de janeiro
Quando o sol me deu você
Meu presente de ano novo
Que agora o frio levou
Por favor, senhor sol
Me dê de volta Virgínia
Virginia - Os mutantes
* * *
Fear and panic in the air
I want to be free
From desolation and despair
And I feel like everything I saw
Is being swept away
When I refuse to let you go
I can't get it right
Get it right
Since I met you
Loneliness be over
When will this loneliness be over
Map of the problematique - Muse
* * *
Parafraseando um diálogo de Grey's Anatomy, não existe sensação melhor do que estar com alguém e olhar nos olhos dessa pessoa e não sentir desconforto algum. Amar e sentir-se amado. Quando você atinge essa sensação, é difícil não ficar presa a ela. Contudo, ventos sopram para diferentes lados e as coisas tomam rumos incertos. O que fazer quando simplesmente nada parece dar certo e, assim como um carro sem embreagem, você acelera o máximo mas não sai do lugar? Quando todas as suas tentativas parecem não surtir efeito nenhum e você se desgasta, remoendo tanta coisa que ainda tinha para ser dita? Um último telefonema onde tudo o que você tinha para declarar permanece preso na garganta. Como saber quando chega a hora de abrir mão? Abrir mão é sinônimo de falta de coragem ou simplesmente a consciência de que não há nada que possa ser feito? Esses dias têm me ensinado muito sobre todos esses assuntos - expectativas, resistência, apego, direcionamento. Às vezes, abrir mão é simplesmente uma questão de sobrevivência, é o ponto final que faltava para você seguir adiante.
tenho frio
Vá embora antes que eu chore,
tenho frio
Vou trancar-me para nunca mais abrir
Pro sabor dos nossos sonhos não fugir
Ainda lembro de janeiro
Quando o sol me deu você
Meu presente de ano novo
Que agora o frio levou
Por favor, senhor sol
Me dê de volta Virgínia
Virginia - Os mutantes
* * *
Fear and panic in the air
I want to be free
From desolation and despair
And I feel like everything I saw
Is being swept away
When I refuse to let you go
I can't get it right
Get it right
Since I met you
Loneliness be over
When will this loneliness be over
Map of the problematique - Muse
* * *
Parafraseando um diálogo de Grey's Anatomy, não existe sensação melhor do que estar com alguém e olhar nos olhos dessa pessoa e não sentir desconforto algum. Amar e sentir-se amado. Quando você atinge essa sensação, é difícil não ficar presa a ela. Contudo, ventos sopram para diferentes lados e as coisas tomam rumos incertos. O que fazer quando simplesmente nada parece dar certo e, assim como um carro sem embreagem, você acelera o máximo mas não sai do lugar? Quando todas as suas tentativas parecem não surtir efeito nenhum e você se desgasta, remoendo tanta coisa que ainda tinha para ser dita? Um último telefonema onde tudo o que você tinha para declarar permanece preso na garganta. Como saber quando chega a hora de abrir mão? Abrir mão é sinônimo de falta de coragem ou simplesmente a consciência de que não há nada que possa ser feito? Esses dias têm me ensinado muito sobre todos esses assuntos - expectativas, resistência, apego, direcionamento. Às vezes, abrir mão é simplesmente uma questão de sobrevivência, é o ponto final que faltava para você seguir adiante.
Mutantes

Não nasci na década de 60 como desejado. Nasci no final dos anos 70. Não acompanhei a mutação de Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Rita Lee, nem o desfecho da banda pouco tempo antes da minha mãe dar à luz. Portanto, não conseguia entender porque todo mundo considera "Os Mutantes" a melhor banda brasileira de rock de todos os tempos. Mesmo conhecendo e gostando muito de suas músicas, realmente não conseguia entender e torcia um pouco o nariz para isso. Mas ontem deu para entender. E melhor que isso, curtir uma banda que está definitivamente entre as melhores do país. Tudo bem, eles já estão velhos, a "loucura" agora é meio posée, mas o espírito está lá de qualquer forma. O show começou às 20h com a praça da Independência lotada - 20 mil, 50 mil pessoas, sei lá. As favoritas do público estavam lá: Panis et Circenses, Balada do Louco, Baby, El Justiciero, Virginia, Minha Menina. Mas melhor que cantar junto foi curtir a viagem distorcida e psicodélica daquelas guitarras, dançando feito criança nos morrinhos próximos à casa do grito, entre o povo que, animado, mantinha a ciranda girando. E as pessoas na sala de jantar continuam ocupadas em nascer e morrer.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Mais tocada essa semana
GIRL FROM THE GUTTER
Kina
For all the things you said I'd never do
For all the things you said that were untrue
For all the times you made me feel alone
Said I'd never make it on my own
Things are lookin' up for me now
Seems like Karma's makin' its rounds
Its my turn now, won't be held down no
Karma's gonna visit you too
You gotta pay for the things you put me through
I hope you do, I hope you do, yeah, yeah
I hope your hell is filled with magazines
And on every page you see a big picture of me
And under every picture the caption should read
Not bad for a girl from the gutter like me
Kina
For all the things you said I'd never do
For all the things you said that were untrue
For all the times you made me feel alone
Said I'd never make it on my own
Things are lookin' up for me now
Seems like Karma's makin' its rounds
Its my turn now, won't be held down no
Karma's gonna visit you too
You gotta pay for the things you put me through
I hope you do, I hope you do, yeah, yeah
I hope your hell is filled with magazines
And on every page you see a big picture of me
And under every picture the caption should read
Not bad for a girl from the gutter like me
Coachella 2007
Blondies
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Tricks of fate
hoje tentei chegar a um acordo com minha mãe sobre questões como buscas, satisfação e quietude. para ela, estou sempre insatisfeito, sempre buscando algo. e a busca recomeça tão logo a anterior seja finalizada. a conclusão foi que a busca não termina nunca - sempre haverão portas a serem abertas e coisas para serem conhecidas. o que existe realmente é uma diferença entre as pessoas - aquelas que não ligam muito para isso e, como qualquer outro animal neste mundo, tratam de viver e fazer parte do todo composto por 6 bilhões de humanos que perambulam pelo globo - comendo, dormindo, casando, trabalhando, procriando; e aquelas que não se conformam muito com o fato de que o razão de ser do homem é essa mesma e assim tentam encontrar algumas respostas para tudo, ou pelo menos, conhecer todas as alternativas existentes antes de responder. sem distinções nem comparações, mas que essas duas classes existem, elas existem. e no fim, acabei convencendo minha mãe disso, só para tristeza dela, que, confessou hoje, sonhava que o filho se tornasse médico e que a porta da sala trouxesse uma plaquinha com as inscrições, dr. André - pediatra. eu falei: ok, mãe, te mando um cartão-postal da Mongólia qualquer dia desses. e é nessas horas que você pensa com seus botões sobre como sua vida te trouxe até aqui e chega a uma conclusão... fuck it!
sexta-feira, janeiro 19, 2007
À deriva
tem uma música do new order que diz que somos como cristais, que quebramos fácil. às vezes a vida parece um barquinho de pescador em mar aberto, e por mais que você tente ter controle, quando chega uma vendavalzinho que seja logo ele está sendo arrastado por todos os lados. expectativas demais podem te deixar deprimido. expectativas de menos podem fazer de você um tremendo cínico. mas como saber qual a dosagem certa? a gente nunca sabe. quando algo bom surge - um provável relacionamento, um novo emprego, uma oportunidade de mudar de país - não há como não fazer planos, esperar o melhor, sonhar com a felicidade e encher o convés de esperanças. é o homem no seu círculo vicioso. sou eu. é você.
(...)
tem coisas que acontecem que a gente não consegue entender o porquê, ou até mesmo como, dada a velocidade das circunstâncias. é só se dispor a começar algo, sem pensar muito, se entregar em busca de experiências e quando você vê, está atolado até o nariz - inseguro, indeciso e preso a tudo isso.
(...)
loca sábado. loca terça. loca quinta.
escapadelas para ir ver filmes leves como "O amor não tira férias" e "Mais estranho que a ficção". assistir Grey's Anatomy e descobrir que está viciado. conversas sérias que depois se mostraram não tão sérias assim. a possibilidade de começar um relacionamento um tanto diferente ficando só na possibilidade, comprovando mais uma vez que amor de verão não sobe mesmo a serra. pelo menos a minha. um buraco enorme. aqui nesse cara mas também lá no bairro de pinheiros. enfim, eis o compacto da semana.
(...)
Uma frase que ouvi em um curta-metragem no YouTube:
"Se não for entender, nem ouse perguntar"
(...)
tem coisas que acontecem que a gente não consegue entender o porquê, ou até mesmo como, dada a velocidade das circunstâncias. é só se dispor a começar algo, sem pensar muito, se entregar em busca de experiências e quando você vê, está atolado até o nariz - inseguro, indeciso e preso a tudo isso.
(...)
loca sábado. loca terça. loca quinta.
escapadelas para ir ver filmes leves como "O amor não tira férias" e "Mais estranho que a ficção". assistir Grey's Anatomy e descobrir que está viciado. conversas sérias que depois se mostraram não tão sérias assim. a possibilidade de começar um relacionamento um tanto diferente ficando só na possibilidade, comprovando mais uma vez que amor de verão não sobe mesmo a serra. pelo menos a minha. um buraco enorme. aqui nesse cara mas também lá no bairro de pinheiros. enfim, eis o compacto da semana.
(...)
Uma frase que ouvi em um curta-metragem no YouTube:
"Se não for entender, nem ouse perguntar"
sexta-feira, janeiro 12, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007
And then 2007 begins
Começou. Vamos ver o que ele vai trazer.
Vou dizer que ele terminou bem, com algumas surpresas guardadas na manga. E vou dizer que ele começou bem também, já com muita risada colocada no baú da memória. Começou com banho de chuva. Começou com amigos queridos. Começou pirado. Quinze dias desconectado, perdido num lugarzinho chamado Guarda do Embaú. Começou com conversas e devaneios, visões fantásticas, sem nenhuma resolução de ano novo, sem nenhum arrependimento de ter deixado nada para trás ou a fazer. E para este ano, somente um desejo: levar a vida às últimas consequências - menos teoria, mais prática. Menos pensamento, mais movimento. Menos preocupação, mais ação. E só. De resto, só a plena consciência daquilo que eu já sei que preciso fazer e de que quem vive não precisa dar explicação. Planos? Muitos. Sonhos? Mais ainda. Desejos? Alguns. Mas entra ano e sai ano, nada muda, a não ser nós mesmos. Ia fazer uma retrospectiva, mas desisti. É melhor zerar e começar a contar novamente.
Vou dizer que ele terminou bem, com algumas surpresas guardadas na manga. E vou dizer que ele começou bem também, já com muita risada colocada no baú da memória. Começou com banho de chuva. Começou com amigos queridos. Começou pirado. Quinze dias desconectado, perdido num lugarzinho chamado Guarda do Embaú. Começou com conversas e devaneios, visões fantásticas, sem nenhuma resolução de ano novo, sem nenhum arrependimento de ter deixado nada para trás ou a fazer. E para este ano, somente um desejo: levar a vida às últimas consequências - menos teoria, mais prática. Menos pensamento, mais movimento. Menos preocupação, mais ação. E só. De resto, só a plena consciência daquilo que eu já sei que preciso fazer e de que quem vive não precisa dar explicação. Planos? Muitos. Sonhos? Mais ainda. Desejos? Alguns. Mas entra ano e sai ano, nada muda, a não ser nós mesmos. Ia fazer uma retrospectiva, mas desisti. É melhor zerar e começar a contar novamente.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Quebrando paradigmas
Por Geraldo Luiz dos Santos Lima Filho
Extraído do site www.mixbrasil.com.br
O modo pelo qual a nossa noção moderna de tempo (chronos) funciona é extremamente tentador. Por um lado, permite uma fuga - muitas vezes inadequada e causadora de ansiedades - do tempo do universo (kyros). Por outro lado, permite organização, nova tomada de fôlego e a possibilidade de fazermos um balanço do ano que passou, além de uma série de promessas para o período seguinte (ou seja, as resoluções de Ano Novo).
Gostaria de propor aqui algo diferente. Este ano, por que não fazer o balanço, mas, depois, algo mais inusitado? Que tal fazer resoluções “de ano velho”?
Não seria interessante pensar em tudo o que você já desejou para os anos novos e jamais cumpriu e, desta vez, dar uma boa olhada? Sem culpa, sem pressão, sem ressentimentos. Por exemplo, analisar o que de fato fez falta e quanta falta fez e para que serviria hoje.
Que tal ver se esta resolução antiga agora amadureceu no útero da vida e, neste momento, pode ser concretizada? De repente, ao invés de inventar uma resolução nova em folha, mas irrealizável, para 2007, não seria mais legal reciclar algo que foi utópico há alguns anos, mas agora é prático e viável? Algo que está preparado para nascer após a gestação?
E que tal pensar naquilo que você gostaria de fazer e sabe que, com um esforço razoavelmente humano, é possível atingir?
Em 2005, era ideal parar de fumar. Em 2007, pode ser fato.
Lembro que objetivos ambiciosos demais podem também ser desalentadores. Muitas vezes, eles não trazem incentivos porque não se tem aquele prazer gostoso do sabor de estar realizando algo. E, justamente assim, são deixados para traz e esquecidos.
É preciso ir aos poucos.
Por exemplo, imagine que você vive em um castelo muito bagunçado. No dia 31 de dezembro, você se promete organizar tudo. Chega o dia 1º de janeiro e... é tanto trabalho que você até quer começar, mas acaba deixando para depois porque nem sabe por onde iniciar. E jamais o faz...
No entanto, se você fizer o plano de limpar uma gaveta por dia, é mais provável que atingirá o seu objetivo. Estará mais organizado e sentirá o prazer diário de estar realizando alguma coisa. Ficará sempre motivado.
Por outro lado, por que não, simplesmente, decidir ser melhor do que se é hoje no ano que se inicia? Menos apegado? Menos intolerante? Mais amigo? Mais responsável? Um verdadeiro construtor de um mundo melhor?
Extraído do site www.mixbrasil.com.br
O modo pelo qual a nossa noção moderna de tempo (chronos) funciona é extremamente tentador. Por um lado, permite uma fuga - muitas vezes inadequada e causadora de ansiedades - do tempo do universo (kyros). Por outro lado, permite organização, nova tomada de fôlego e a possibilidade de fazermos um balanço do ano que passou, além de uma série de promessas para o período seguinte (ou seja, as resoluções de Ano Novo).
Gostaria de propor aqui algo diferente. Este ano, por que não fazer o balanço, mas, depois, algo mais inusitado? Que tal fazer resoluções “de ano velho”?
Não seria interessante pensar em tudo o que você já desejou para os anos novos e jamais cumpriu e, desta vez, dar uma boa olhada? Sem culpa, sem pressão, sem ressentimentos. Por exemplo, analisar o que de fato fez falta e quanta falta fez e para que serviria hoje.
Que tal ver se esta resolução antiga agora amadureceu no útero da vida e, neste momento, pode ser concretizada? De repente, ao invés de inventar uma resolução nova em folha, mas irrealizável, para 2007, não seria mais legal reciclar algo que foi utópico há alguns anos, mas agora é prático e viável? Algo que está preparado para nascer após a gestação?
E que tal pensar naquilo que você gostaria de fazer e sabe que, com um esforço razoavelmente humano, é possível atingir?
Em 2005, era ideal parar de fumar. Em 2007, pode ser fato.
Lembro que objetivos ambiciosos demais podem também ser desalentadores. Muitas vezes, eles não trazem incentivos porque não se tem aquele prazer gostoso do sabor de estar realizando algo. E, justamente assim, são deixados para traz e esquecidos.
É preciso ir aos poucos.
Por exemplo, imagine que você vive em um castelo muito bagunçado. No dia 31 de dezembro, você se promete organizar tudo. Chega o dia 1º de janeiro e... é tanto trabalho que você até quer começar, mas acaba deixando para depois porque nem sabe por onde iniciar. E jamais o faz...
No entanto, se você fizer o plano de limpar uma gaveta por dia, é mais provável que atingirá o seu objetivo. Estará mais organizado e sentirá o prazer diário de estar realizando alguma coisa. Ficará sempre motivado.
Por outro lado, por que não, simplesmente, decidir ser melhor do que se é hoje no ano que se inicia? Menos apegado? Menos intolerante? Mais amigo? Mais responsável? Um verdadeiro construtor de um mundo melhor?
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Neon Bible
A fantástica banda Arcade Fire anunciou o lançamento do seu segundo álbum para março ou abril do ano que vem, e por enquanto, disponibilizaram o single "Intervention" no site Neon Bible de uma forma mais que interessante: ao invés do usual download o que você tem é o número 1-866-NEONBIBLE, para onde você liga e ouve a música, que por sinal é ótima e que dá sinais de que valeu a pena esperar pelo novo álbum. Arcade Fire é aquela coisa: tristeza e felicidade em simbiose. E eu simplesmente adoro.
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Memórias relâmpago de uma sexta-feira ao som de Hot Chip
Você com certeza já encontrou aquela pessoa que, à primeira vista, mexe totalmente com você. E durante os segundos que os olhos se encontram, você consegue enxergar aquela pessoa por inteiro, todas as suas intenções, e as palavras nem precisam existir. São momentos que duram alguns segundos, às vezes até menos. As mãos se juntam e tudo pode ser perfeito... a não ser pelo fato de que você está tão louco que logo desencana e vai atazanar outras e outros na pista de dança. Agora resta ficar ouvindo "Colours" do Hot Chip, com um sorriso no canto da boca, pensando na cena (e em algumas outras, claro) e no próximo encontro, que devido a minha obsessão clássica, com certeza vai acontecer.
Veredas

As coisas andam meio tumultuadas ultimamente e pouco tempo está sobrando para atualizar este blog. Mas parece que tudo que queria acontecer em 2006 e não aconteceu ainda está tentando acontecer! Semana passada o escritório entrou em um processo de concorrência para duas campanhas que precisam ser finalizadas ainda em 2006. Ganhamos 2/3 desta concorrência e um novo cliente! Bom, no dia seguinte ficamos sabendo que o novo cliente foi comprado por uma multinacional suíça e que as coisas ficariam meio indefinidas. A campanha continuou de pé, ainda estamos correndo para fechar tudo até dia 22, mas quanto ao novo cliente, talvez ele vire um novo-novo cliente logo mais. Basicamente a semana passada foi marcada por noites varadas no escritório, ensaios para a apresentação do teatro, pela tentativa mal-sucedida de assistir "O Crocodilo" e não dormir, pela tentativa mal-sucedida de ver Jens Lekman no StudioSP e também não conseguir, já que estava lotado. Por alguns chopps para por o papo em dia com a Stelinha, e foi isso. Mas eis que a sexta-feira chegou.
Sexta era o dia do show do El Perro del Mar no SESC Vila Mariana, para o qual eu estava ansioso. É uma banda sueca que ninguém ouviu falar e tudo o mais, aquela coisa. Mas eu estava ansioso para ver e ouvir a sublime Sarah Assbring. O show foi curtíssimo, cerca de 50 minutos, num auditório ridículo de pequeno e eles estavam ultra nervosos. Foi um show estranho, parecia apresentação de colégio. Mas foi gostoso! Que voz deliciosa! A ocasião serviu para encontrar a Suzzan, uma alemã que conheci pelo velho e bom CouchSurfing. Ela está morando no Brasil e fazendo estágio na Câmara de Comércio Europeu - gente boa, gostei dela. E eis que na saída do show do El Perro...
Uma funcionária do SESC nos aborda perguntando se queremos assistir o show do Barbatuques, grátis. Como é? Grátis? Claro! E lá fomos todos nós - Suzz, Mitch, Gil e eu - ver as impossibilidades sonoras do grupo e convidados. E, com exceção da Badi Assad, nem precisava ter convidado nenhum, por exemplo o Chico César, que só fez estragar a apresentação dos caras. Mas o show foi ótimo, e se você não conhece, não perca a próxima oportunidade. Depois de Barbatuques...
Ainda restava tentar ir ao show do Erlend Öye, do Kings of Convenience, no StudioSP, uma espécie de acústico/voz e violão já que a banda não veio. Já estava meio bodeado por quarta não ter conseguido entrar por causa da lotação, mas voltei a tentar e sexta-feira estava sussa. Mitch e eu fomos para lá por volta da meia-noite, o show tinha começado, e o cara é uma figura completa - totalmente à vontade, fazendo brincadeiras, bem performático. E Kings of Convenience é aquela coisa né... som para ouvir com aquela preguiça característica de dias chuvosos e frios... ou só frios, à la Noruega. Depois de "I'd rather dance with you", "Stay out of trouble" e "Homesick" satisfazerem totalmente minha vontade louca de ir a esse show, o cara ainda saca uma "Heaven knows I'm miserable now" com toda aquela melancolia do Kings. De matar. Lá encontramos a Alê, a Angélica e alguns amigos delas que não conheço, e depois do show, entre um pulo ou outro na pista para matar minha vontade de dançar Gossip, o papo rolou solto até às 3h. E depois de três caipiroskas (como me alertou o barman, muito bravo, pois eu ficava pedindo caipirinha com vodka) e um saquê, lá vou eu...
Para o aniversário da Lukka, na D-Edge. E foi aí que o negócio começou a desandar. Encontrei um monte de gente, mas a Lukka que é bom, só fui encontrar no final e ela nem lembra que fui na festa, de tão... enfim, deixa pra lá. Mas ela foi embora e me deixou encarregado de acabar com 3 garrafas de champagne. Que tarefa difícil! Logo fiquei conversando com um amigo do Chris e matamos as três garrafas! E o melhor, ainda lembro o teor da conversa! Huh! Imbatível! Depois encontrei mais uns 3 conhecidos, papos rápidos e eis que... The boy from Milwalkee ataca novamente face à invasão de hologramas que aconteceu na balada! Às seis horas descolei uma carona para casa, paguei e quando sai da balada com o Gil...
A carona tinha ido embora. Pegamos o táxi e fomos para casa. No portão de casa, baixou outro exu e tivemos que desencanar de ir dormir, não sem antes dar uma passada na Loca para espeirar a poeira estelar baixar. Encontrar mais conhecidos, descolar mais bebida free até a hora de ir embora, dançar que nem um louco e ir para casa, descansar, às 10h da manhã. E esse foi...
O início do fim-de-semana. Mas sábado só trabalhei, domingo ensaio até às 3h da tarde para depois assistir a apresentação do pessoal de Artes do Corpo da PUC, "Mulheres de Rosa", uma peça com fragmentos da obra de Guimarães Rosa, com foco na relação de Riobaldo e Diadorim, de Grande Sertão: Veredas. Simplesmente animal, e emocionante por sentir a entrega vísceral com que o grupo estava fazendo aquilo. E a semana começa!
sexta-feira, dezembro 08, 2006
...
"Liberdade pra mim é pouco, o que eu quero ainda não tem nome."
(Clarice Lispector)
PS: Toty, desculpa, mas não consegui não copiar seu post! Maravilhoso!
(Clarice Lispector)
PS: Toty, desculpa, mas não consegui não copiar seu post! Maravilhoso!
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