O último álbum do Manic Street Preachers foi lançado em abril do ano passado, e não sei porque só tive contato com ele agora. Sou fã dos Manics. E ter um single com as duas vozes mais gostosas do mundo, Nina Persson e James Dean Bradfield, é sacanagem.
sábado, agosto 16, 2008
segunda-feira, julho 07, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
O banquete do amor (Feast of Love)
– Merda. Bradley, ouça. Você deve ficar alerta, atento.
– O que quer dizer?
– Bem, tudo o que devemos saber está sempre diante dos nossos olhos. Sim, nós temos ilusões, esperanças e as pessoas podem nos cegar. Mas o fim já está desde sempre no princípio.
– Kathryn disse que eu nunca a vi. Talvez nunca tenha visto a Diana, também. Eu só estou à procura de um pedaço de felicidade, então fecho os olhos e pulo.
– OK, então da próxima vez…
– Não pulo?
– Não, não. Pule! Pule, mas de olhos abertos.
sexta-feira, maio 09, 2008
Intersom

Ontem, assim, sem mais nem menos, fomos parar no SESC Pompéia para um mini festival de música brasileira chamado Intersom. Fiquei sabendo à tarde ao abrir o jornal, mas os ingressos já estavam esgotados. Mesmo assim fomos para o SESC tentar descolar entradas - e conseguimos. Na verdade, eu só queria ir para assistir Hurtmold mais uma vez, mas pelo palco da choperia passaram Akin, Hurtmold, Mamelo Sound System, Maquinado e Céu. E tivemos gratas surpresas. Primeiro porque Mamelo Sound System é excepcional, ainda mais para mim, que não tenho lá grandes paixões pelo hip hop. Segundo porque finalmente consegui assistir a Céu ao vivo e conferir o vozeirão da moça. E Hurtmold, ah, Hurtmold é fenomenal. Maquinado também trouxe novas referências sonoras para os ouvidos, também gostei. Pena que peguei somente o final do show do Akin. A terça-feira foi um caldeirão de sonoridades brasileiras, várias tribos congregadas em torno do palco para cultuar a nossa música (oh). E em uma noite fria de terça, não é que valeu a pena sair de casa? Programa bacana.
quarta-feira, maio 07, 2008
Playing by heart's quote #2
I just can't wait to hear the next words out of your mouth...just looking at you makes me happy.
Playing by heart's quote #1
terça-feira, maio 06, 2008
Pourquoi viens tu si tard?
Pourquoi viens tu si tard ?
Je ne t’attendais plus
J’avais cessé d’y croire,
Tiré un trait dessus.
Pourquoi viens tu si tard ?
Qu’est-ce qui t’amènes ici ?
Quelle cruauté bizarre
Cette soudaine envie
Pourquoi viens tu si tard ?
Ta mère t’as rien appris
On arrive pas si tard
Chez ceux qui vous convie
Sobre abstinência e chás da tarde
Minha vó já dizia...
sexta-feira, abril 25, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
Nostalgia



Esse é o trabalho do fotógrafo Jan von Holleben. Essas fotos fazem parte do projeto "Dreams of Flying", um livro que está a venda na web e nas livrarias alemãs. O site dele vale a visita. É de uma simplicidade, beleza e genialidade tão grandes, além de uma visão abençoada que os grandes fotógrafos possuem, que é impossível não voltar aos anos em que você tinha 5 anos e fazia foguetes com caixas de papelão.
quarta-feira, abril 23, 2008
Da série Inferno Astral #4
Mas, como diz a Mari, seguimos confiantes.
Da série Inferno Astral #3
terça-feira, abril 22, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
domingo, abril 20, 2008
sábado, abril 19, 2008
Da série Inferno Astral #1
Alguém tenta descobrir porque essa música é a música da semana...
SULTAN
What Made Milwaukee famous
I've had less than my fair share of lucky breaks
And enough of this fooling around
I've got one more chance to get rid of my past
And bury it deep in the ground
And no matter what you try man
You're never gonna tear it down
When the only blame you cast is your own
And your only guarantee is your fear of the unknown
If you don't cut your losses before you get lost
They're never going to leave you alone
But there's bits of advice I'll repeat only twice
After that you can fend for yourself
IF you think that your shoes couldn't find better use
About just about anyone else
You need to face up and fold
Or deal with her hanging down
Make up your mind
Are you in are you out
I've no patience for your impetuous doubt
When the only blame you cast is your own
And your only guarantee is your fear of the unknown
If you don't cut your losses before you get lost
They're never going to leave you alone
No
I've had less than my fair share of lucky breaks
And enough of this fooling around
I've got one last chance to get rid of my past
And bury it deep in the ground
Make up your mind
Are you in are you out
You think I'da served as a face in the crowd
You want the truth to be told
And all your makeshift concerns are out of your control
If you don't pick your feet up to come back around
You get stuck in my way you get round
When the only blame you cast is your own
And your only guarantee is your fear of the unknown
If you don't cut your losses before you get lost
They're never going to leave you alone
Leave you alone
quinta-feira, abril 17, 2008
sexta-feira, abril 11, 2008
Weary
É o barulho das motos em plena Rebouças congestionada... travada... parada... parad... pára. O aparelho celular novo com o qual você perde dois dias tentando desvendar todos os aplicativos que vão fazer você ser uma pessoa conectada a tudo em todos os lugares. Putz, tenho que transferir toda a agenda telefônica mas onde vou achar tempo para fazer isso. A ex-mulher de um amigo dos idos da faculdade, que você não vê há tempos, que te chama para ser padrinho de seu casamento, mas a cerimônia é somente daqui a dois dias e você não consegue dizer não, mesmo tenho uma porrada de coisas para resolver. E você pensa, "há sempre a próxima semana para se resolver tudo". É na próxima semana que você entrega todos os trabalhos pendentes, estuda para caramba e define finalmente aquele personagem da peça em que está trabalhando, finaliza os cartazes que precisa finalizar, começa a academia, dá mais atenção a sua família, passa a se alimentar melhor, a dormir e acordar cedo e vai, inclusive, parar de dar seus passeios noturnos e aprender a dizer não. Sempre a semana seguinte, sempre a semana seguinte. E assim sua dolce vita vai se passando e você nem se dá conta se está realmente aproveitando ou não seus anos mais áureos.
Preciso trabalhar. Mas chego atrasado e começo a percorrer a extensa lista de blogs, sites de conteúdo, redes sociais das quais faço parte, tentando assimilar os que as pessoas legais andam fazendo de legal pelo mundo. Termino duas horas depois, tempo que poderia ter dedicado para eu fazer coisas legais, do meu jeito. Passeio pelo site de estúdios de animação, ilustradores, artistas, músicos e fico pensando, "nossa, como deve ser legal ser assim, conseguir produzir isso, criar aquilo", e vou me alimentando dessa sensação letárgica que nos consome atualmente de projetar-se nos outros e esperar que o gosto pela vida simplesmente brote no seu peito.
Todos os dias ouço mais de dez bandas novas, que alguém me disse que é bacana e está sendo hypada na rede. Conheço todas mas, diferentemente de tempos passados, minha afeição dura pouco tempo e logo chegam novas novidades. Tudo tão efêmero, assim como sinto a minha vida ultimamente. É assim com as bandas, com as séries de TV, com as pessoas que você tenta se relacionar.
Nessas horas dá vontade de fechar os olhos, tirar os pés do pedal e deixar essa bicicleta velha correr ladeira abaixo.
...
quarta-feira, abril 09, 2008
Simplesmente um luxo
terça-feira, abril 08, 2008
Old kids on the block
No último dia 4, foi anunciada pela NBC o retorno dos legendários New Kids on The Block, digamos, depois de 14 anos de hiato e várias rugas a mais. E eles prometem todas as "coreografias cheias de energia" que vieram caracterizar para sempre aquilo que viríamos chamar, lamentavelmente, de "boys bands". Os fãs podem acessar o site da banda e conferir as datas da turnê.
sexta-feira, abril 04, 2008
Kids
Tá. O Lucio Ribeiro já falou, o Thiago Ney também lançou o assunto hoje no Conexão Pop da Folha, mas não vou deixar de postar aqui. Nem chegamos ao segundo semestre e muitos já dizem que a cena indie já tem o melhor disco do ano. Todo esse auê fica por conta do MGMT, uma banda de dois freaks nova iorquinos que realmente fazem de "Oracular Spetacular" um álbum de sonoridade indescritível. Há três dias que "Kids" não sai do repeat, forçando-me a usar fones de ouvido aqui na agência porque ninguém mais aguenta ouvir a mesma música o dia inteiro. Nessa época onde milhares de bandas aparecem, algumas fazem sucesso antes mesmo de lançar um EP, e poucas sobrevivem ao lançamento do primeiro disco, só posso desejar aos pós-psicodélicos-freaks-new-rave-rockers do MGMT que venham para ficar.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
É carnaval!
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Recomeçando as transmissões...
sábado, dezembro 22, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007
...
Zero Grau de Libra
O Sol entrou ontem em Libra. E porque tudo é ritual, porque fé, quando não se tem, se inventa, porque Libra é a regência máxima de Vênus, o afeto, porque Libra é o outro (quando se olha e se vê o outro, e de alguma forma tenta-se entrar em alguma espécie de harmonia com ele), e principalmente porque Deus, se é que existe, anda distraído demais, resolvi chamar a atenção dele para algumas coisas. Não que isso possa acordá-lo de seu imenso sono divino, enfastiado de humanos, mas para exercitar o ritual e a fé - e para pedir, mesmo em vão, porque pedir não é só bom, mas às vezes é o que se pode fazer quando tudo vai mal.
Neste zero grau de Libra, queria pedir isso a que chamamos Deus um olho bom sobre o planeta Terra, e especialmente sobre a cidade de São Paulo. Um olho quente sobre o mendigo gelado que acabei de ver sob a marquise do cine Majestic; um olho generoso para a noiva radiosa mais acima. Eu queria hoje o olho bom de Deus derramado sobre as loiras oxigenadas, falsíssimas, o olho cúmplice de Deus sobre as jóias douradas, as cores vibrantes. O olho piedoso de Deus para esses casais que, aos fins de semana, comem pizza com fanta e guaranás pelos restaurantes, e mal se olham quando dizem coisas como "você acha que eu devia ter dado o telefone da Catarina à Eliete?" - e o outro grunhe em resposta.
Deus, põe teu olho amoroso sobre todos os que já tiveram um amor sem nojo nem medo, e de alguma forma insana esperam a volta dele: que os telefones toquem, que as cartas finalmente cheguem. Derrama teu olho amável sobre as criancinhas demônias criadas em edifícios, brincando aos berros em playgrounds de cimento. Ilumina o cotidiano dos funcionários públicos ou daqueles que, como os funcionários públicos, cruzam-se em corredores sem ao menos se verem - nesses lugares onde um outro ser humano vai-se tornando aos poucos tão humano quanto uma mesa.
Passeia teu olhar fatigado pela cidade suja, Deus, e pousa devagar tua mão na cabeça daquele que, de noite, liga para o CVV. Olha bem pelo rapaz que, absolutamente só, dez vezes repete Moon Over Bourbon Street, na voz de Sting, e chora. Coloca um spot bem brilhante no caminho das garotas performáticas que para pagar o aluguel dão duro como garçonete pelos bares. Olha também pela multidão sob a marquise do Mappin, enquanto cai a chuva de granizo, pelo motorista de táxi que confessa não ter mais esperança alguma. Cuida do pintor que queria pintar, mas gasta seu talento pelas redações, pelas agências publicitárias, e joga tua luz no caminho dos escritores que precisam vender barato seu texto - olha por todos aqueles que queriam ser outra coisa qualquer que não a são, e viver outra vida que não a que vivem.
Não esquece do rapaz viajando de ônibus com seus teclados para fazer show na Capital, deita teu perdão sobre os grupos de terapia e suas elaborações de vida, sobre as moças desempregadas em seus pequenos apartamentos na Bela Vista, sobre os homossexuais tontos de amor não dado, sobre as prostitutas seminuas, sobre os travestis na República do Líbano, sobre os porteiros dos prédios comendo sua comida fria nas ruas dos Jardins. Sobre o descaramento, a sede e a humildade, sobre todos que de alguma forma não deram certo (porque, nesse esquema, é sujo dar-certo), sobre todos os que continuam tentando por razão nenhuma - sobre esses que sobrevivem a cada dia ao naufrágio de uma por uma das ilusões.
Sobre as antas poderosas, ávidas de matar o sonho alheio - não. Derrama sobre elas o seu olhar mais impiedoso, Deus, e afia tua espada. Que no zero grau de Libra, a balança pese exata na medida do aço frio da espada da justiça. Mas, para nós, que nos esforçamos tanto e sangramos todo o dia sem desistir, envia teu Sol mais luminoso, esse do zero grau de Libra. Sorri, abençoa nossa amorosa miséria atarantada.
segunda-feira, outubro 01, 2007
sábado, setembro 29, 2007
...
this time around
this time around
you can be anyone
you can be anyone
Helen Stellar - I/O (This time around)
sexta-feira, setembro 28, 2007
Freak Folk no SESC
segunda-feira, agosto 27, 2007
quinta-feira, agosto 23, 2007
Mais suecos invadindo São Paulo
HELLO SAFERIDE
18/09 - SESC VILA MARIANA
LOVE IS ALL
20/09 - STUDIO SP
SBWBN
21/09 - STUDIO SP
segunda-feira, agosto 13, 2007
To a friend, with love
My family tree
and holding you tight
and asking my questions.
Everyone loves a situation.
Long walks on the beach.
The press will impeach.
Lately I'm finding
I am the book and you are the binding.
I guess they'll read everything about you.
Though the press might shoot me down I'm still true.
I sell my book for free. That's what you do to me.
Oh, you are my family tree.
Be good to me
Take care of me.
Song: Family Tree
Artist: Ben Kweller
* * *
Quem sou eu. Não sei. Estou longe de saber. Estou longe de entender minhas raízes, de conhece-las, experimentá-las de verdade. Não sei quem são meus pais, conheço pouco da história deles. Não sei quem foram meus avós, de onde vieram, para onde foram, quais foram os sonhos que os motivaram para que eu esteja onde estou hoje. Sei pouco de suas crenças, para poder entender todas as coisas que penso e porque penso do jeito que penso. Se me colocar diante de um espelho hoje, vários pedaços faltarão no meu reflexo. Como meus pais se encontraram? Como foi o primeiro encontro? Quais as expectativas de suas vidas quando jovens? Quantas lágrimas não devem ter sido caladas das quais não tenho a menor noção? Ontem, enquanto meu pai falava como ele era sortudo por ter a família toda reunida e enquanto eu passeava o garfo no meu prato, pensava em tudo isso. Em como, ao não saber nada sobre eles, não sei nada sobre mim. E dando mais valor a tudo que está por vir, aos lugares que anseio tanto em estar e ao futuro que quero desesperadamente conhecer, vou deixando meu passado sempre em branco. Nenhum registro, nenhuma história, nenhuma raíz. Qual vai ser o seu ponto de partida quando você tiver que contar a sua história?
quinta-feira, agosto 09, 2007
Lets be serious
Sam Pitroda, C-Sam Inc.
quarta-feira, agosto 08, 2007
Trendy
sexta-feira, agosto 03, 2007
Oz
Nossa turma começou uma brincadeira dizendo que nossas vidas são tão cheias de reviravoltas que as histórias juntas dão um verdadeiro seriado – e posso falar que a temporada foi realmente movimentada.
Tanta coisa aconteceu esse ano que parece que já é 31 de dezembro. Tanta coisa que poderia ter mudado definitivamente minha vida. E é bom olhar para todas elas e enxergar o valor de cada uma. Algumas simplesmente me fazem olhar sem remorsos por tê-las deixado para trás, outras fazem da lembrança uma doce tristeza, como diria a Mikie.
É o final desta temporada. É o momento de fechar a conta. Deixar que assuntos inacabados sejam cobertos pela poeira; ser livre e libertar as pessoas que estão com você; entender finalmente que “timing” é um conceito muito vago para quem realmente deseja – creio muito mais na pausa do que no desencontro, e que platonismos perdem sua força com a idade.
Foi nesta temporada que conheci pessoas maravilhosas, desenvolvi amizades inimagináveis, com um grau de transparência e autenticidade invejáveis. Nesta temporada eu assisti gente indo e vindo, festas e causos que ninguém acreditaria, e conheci alguém que abalou as estruturas do homem de lata.
Mas uma nova temporada está começando, logo estarão chegando os novos personagens. Por enquanto, estou acertando todas as contas do final desta temporada, com quem devo e comigo mesmo. Alguém que deixei livre, uma proposta profissional tentadora que provavelmente declinarei por conta de outros objetivos, o casamento do meu sócio e melhor amigo, a chance de viver algo bacana, um nó no peito por alguém que está a léguas de distância e que estou acabando de desatar. E a chance de tomar decisões que vão mudar minha vida. Decisões. Mudanças.
Garçom, o troco é seu. Que venha a segunda temporada!
domingo, julho 29, 2007
Trilha sonora do Pan
estou aqui assistindo a ginástica rítmica e enquanto os juízes deliberam, já passou Ivete Sangalo, Jorge Ben Jor e agora está rolando a pérola que é Balão Mágico. E todos os juízes de braços cruzados, com cara séria, não entendendo nada.
sexta-feira, julho 27, 2007
What else is there?
But you couldn't see me
Too many lights out, but nowhere near here
It was me on that road
Still you couldn't see me
And then flashlights and explosions
Roads are getting nearer
We cover distance but not together
I am the storm and I am the wonder
And the flashlights, nigthmares
And sudden explosions
I don't know what more to ask for
I was given just one wish
It's about you and the sun
A morning run
The story of my maker
What I have and what I ache for
What else is there?
E o que Deus tem a ver com isso?
Madame Min na Noruega
Não conseguir ir à sua festa de despedida nem marcar um último almoço. Mas assim também é bom, fica aquela sensação de que a gente vai se falar e se ver semana que vem. Quero logo ir sentar num fiorde e bater papo contigo, guria.
Mas enquanto isso, aproveita o verão e se agasalha muito muito no frio, tá bom? Ah, e vá em muitos shows do Royksöpp, fica bem amiga deles por mim.
segunda-feira, julho 09, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
Ah Matisse, eu também vai!
sexta-feira, junho 22, 2007
Faz falta
quinta-feira, junho 21, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
Tim Festival
terça-feira, junho 19, 2007
A lucidez perigosa
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.
Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.
Clarice Lispector
segunda-feira, junho 18, 2007
A revolução da mídia
Já pararam para pensar que estamos vivendo um dos períodos mais importantes e mais decisivos da história da humanidade? Um período que está mudando drasticamente toda a organização social que o homem vinha construindo desde então?
quinta-feira, junho 14, 2007
Quickdrop
Estive no Rio semana passada, relaxando durante o feriado de Corpus Christi. Um dia ainda entendo minha relação com essa cidade - quando estou em São Paulo, não tenho a mínima vontade de ir para o Rio, me dá preguiça; quando estou no Rio não tenho a mínima vontade de voltar para São Paulo, me dá vontade de chorar. Nada de espetacular ou badalado durante esta viagem - só ótimos momentos compartilhados com os amigos, seja na beira da Lagoa, seja em um barzinho na Lapa, seja no show de despedida dos Los Hermanos. Nada menos, nada mais.
#2
Banda desconhecida e ótima da vez: Die Romantik. Trio de nova iorquinos que se conheceu em Paris fazendo indie folk de primeira, ou "crafted melodic rock", como eles mesmo se definem. Bom, paixão à primeira vista. Já é a mais tocada no rank do meu iTunes, certeza. O primeiro álbum deles foi lançado dia 5 de junho, e na página deles estão disponíveis duas faixas para download, incluindo a linda Narcissist's Waltz.
#3
Outra boa surpresa musical é a Juliette Lewis mandando ver com sua banda Juliette & The Licks. You speak my language, baby!
#4
Você já votou no Cristo Redentor para ser uma das novas sete maravilhas? Então vote. Mande um SMS para 49216 com a mensagem Cristo. Pronto, você votou. É gratuito.
#5
Helsinki, Oslo, Madrid, Sydney ou Quebéc? As votações estão abertas!
#6
Cansados da esculhambação geral da República? O negócio é relaxar e gozar, nénão?!
quarta-feira, maio 23, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
All together now
Encontro dos bipolares lá em casa ontem, estilo "mais uma festinha no 339". Mas ontem foi aniversário do Gil e a ocasião foi especial (e a multa merecida)!
quinta-feira, maio 17, 2007
Resfest 10
Aleluia!
Eu danço, eu canto, eu grito
Eu brinco
Eu bebo todas,
Fico alto até cair no chão
Sinto tudo de uma só vez
E ponho tudo para fora
Não gosto do controle do tempo
Nem das artimanhas das circunstâncias
Gosto de ser o que quiser
Nem que seja por um segundo
terça-feira, maio 15, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
Another saturday night
quinta-feira, maio 10, 2007
quarta-feira, maio 09, 2007
sexta-feira, maio 04, 2007
Antonio
quarta-feira, maio 02, 2007
Crônica de uma alma em colapso
Era a vontade de chorar pela morte anunciada de algo não nascido, a dor de perder o que não se teve. Pensamento longe, dedos sobre a mesa girando o cinzeiro, como se fosse sua cabeça, força centrípeta para que as emoções pudessem se aquietar e dizer seus nomes.
Coisa que se constrói do nada. 'Eu não te conheço! Então, qual o motivo? Não há'. São demônios do ar, um vírus para o qual não existe prevenção nem remédio, ele se multiplica rápido, infesta o corpo, percorre os nervos, a espinha, se aloja em cada canto, transformando desejo em dor.
Apetite voraz em busca de alimento.
Um rápido olhar, leve toque, outro olhar, profundo, furando a íris feito agulha em busca de outro sentido que processe toda sua intenção, muda e sem gestos. Uma música na rua em plena madrugada para os que passam e para ele que vai embora.
Erro do tempo, engenharia sem cálculos nem lógica deste lugar onde habitamos.
Mnemônico. Lá está ele no córtex cerebral, o mesmo sorriso congelado. Imagem persistindo na retina e em algum lugar entre os sentimentos, se escondendo entre as vísceras do outro sem querer partir.
Mas ele parte, não sabendo que no outro ele permanece sem hora para ir embora. Assim, sem explicação.
quinta-feira, abril 26, 2007
Meus próprios morangos
Ontem, depois de chegar do Bourbon Street, quase 3h da manhã, comecei a reler um dos meus contos preferidos, que de certa forma, fala muito comigo. Fala sobre encontros, sobre um tipo de amor e paixão que supera o físico, o corpo. O conto é grande, mas vou colocar o primeiro parágrafo aqui.
* * *
AQUELES DOIS
(História de aparente mediocridade e repressão)
I
A verdade é que não havia mais ninguém em volta. Meses depois, não no começo, um deles diria que a repartição era como um "deserto de almas". O outro concordou sorrindo, orgulhoso, sabendo-se excluído. E longamente, entre cervejas, trocaram então ácidos comentários sobre as mulheres mal-amadas e vorazes, os papos de futebol, amigo secreto, lista de presente, bookmaker, bicho, endereço de cartomante, clipes no relógio de ponto, vezenquando salgadinhos no fim do expediente, champanha nacional em copo de plástico. Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra - talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou.
Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. (...)
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, abril 25, 2007
Wishlist
#1
Uma canga, um gramado, um sol sereno colado em um céu bem azul, uma brisa, um ipod, Sigúr Ros e um sorriso.
#2
Um colo, um cafuné, um olhar cúmplice e a certeza de ser bem quisto.
#3
Minha mãe, meus amigos, um abraço apertado e bolinho de chuva.
...
E pra mim, isso já é o bastante.
...
Sês, serás e porquês
Vinha me fazendo essa pergunta desde o começo do ano. E agora? Bom, a verdade é que agora você começa a ver a vida sob uma ótica completamente diferente. Começa a fazer conexões com outros valores, tua dimensão de tempo e espaço são modificadas, tudo isso para ir te transformando em uma pessoa mais plena. Acho que esse é o objetivo de todos nós na vida. As fichas vão caindo, caindo, umas horas, elas desabam, uma verdadeira chuva de moedas, e você pensa: "putz, como demorei para sacar isso!".
Sim, posso colocar a mochila nas costas e sair pelo mundo, mas não preciso fugir mais de nada. Agora, aos 28, já posso encarar os problemas. Sim, posso encontrar aquela pessoa por quem esperei a vida inteira e, agora aos 28, estar pronto para me relacionar como se merece, com amor e respeito, sem medo. Sim, posso mudar de cidade, estado ou país, mas, agora, posso pensar realmente no que quero, sem me deixar levar por nenhuma febre de momento. Sim, sim, sim, agora, aos 28, sim, pode-se ser - ao contrário do que pensam os amigos - consciente de si mesmo. Consciente da imperfeição, dos defeitos, dos valores, do potencial e do que precisa ser feito.
Algumas coisas deixam de ter graça, outras despertam mais interesse. Só isso. Os momentos de negação se tornam nítidos e você deixa de se enganar. E ainda bem que esse ciclo de 7 anos está na alma, você pode vivê-lo antes dos 28, 27, 26...
Mas um aviso aos tripulantes: não significa que o busão desgovernado ainda não esteja por aí, na ativa, em busca de novas experiências. Ele só está sintonizando uma nova estação de rádio, ou ouvindo a voz de Deus, sei lá.
sexta-feira, abril 13, 2007
Inferno astral
I said no, no, no.
Yes I been black, but when I come back
You wont know, know, know.
I ain’t got the time
And if my daddy thinks im fine
He’s tried to make me go to rehab
I wont go, go, go.
Amy Winehouse - Rehab
* * *
O tiro saiu pela culatra e a pólvora estourou na minha cara. Mais uma vez, é hora de tirar o band-aid e deixar as feridas tomarem um pouco de ar para eu ver se saram. Mais uma vez, hora de abrir mão. Muita coisa estranha anda acontecendo, acho que é por conta do inferno astral que deve estar tentanto se aproximar. Ou porque hoje é sexta-feira 13. Superstições. Não sei se as tenho. Mas como sei que vivo me negando o tempo todo, posso até estar cheio delas e simplesmente não aceitá-las. Terminei de ler 'Morangos Morafos' com uma dor no peito, porque o Caio é daqueles escritores que você sente saudades quando acaba o livro. Foi ontem no hospital que eu li os últimos dois contos, enquanto aguardava a cirurgia da minha mãe, entre conversas com as senhoras que compartilhavam comigo a sala de espera, cada uma me contando seus problemas.
A semana começou com esperança. Um arco-íris, daqueles que você não vê nunca, forte, encorpado, com começo, meio e fim, cruzava a Fernão Dias ali em Guarulhos, no final da tarde de domingo, depois da chuva que vinha encerrar a semana santa. Era um portal, tinha a nítida impressão de que passaria por baixo dele e entraria em uma nova realidade, o mundo de Oz, o que o valha. Vontade de arrumar tudo o que está errado.
E a semana está acabando meio angustiante, cheia daquela vontade indomável que às vezes surge de colocar uns livros na sacola, um par de roupas, e sair por aí, na tentativa de viver melhor ou pelo menos descobrir coisas novas. Às vezes acho que sou louco, às vezes tenho certeza. Às vezes ainda acho que tenho jeito, outras eu desencano. E sinto que a vida vai ser sempre essa voltagem alternando entre 110 e 220V, nem uma coisa nem outra. O maior problema, eu chego à conclusão, é a tal da negação.
segunda-feira, abril 09, 2007
Páscoa
PS: andar à cavalo é bom, mas que dói, dói. principalmente no dia seguinte.
terça-feira, abril 03, 2007
My week is your year, babe
* * *
O Jussi é amigo do Tuomas, um amigo meu da Finlândia. Ele estava morando no Brasil desde o final de outubro, com a namorada (que ele conheceu lá na Finlândia ano passado), na Vila Madalena. O Tuomas havia me falado dele, para eu dar um help e tal porque ele não conhecia ninguém, mas acabei postergando o encontro por conta das correrias com a exposição e etc. A gente se falava por msn às vezes e só. Acabamos nos encontrando para uma das tradicionais caminhadas pelo centro da cidade, durante o carnaval. A namorada dele tinha viajado e ele estava sozinho na cidade. Eu, passando o carnaval aqui. A caminhada rendeu uma bebedeira no bar do Léo e assim começou toda a história – mais e mais encontros para cinema, choppitos, etc, e quando percebi o Jussi já estava fazendo parte da turma. Aí, aconteceram alguns infortúnios no namoro dele, e foi então que ele se mudou lá para casa, para curtir o último mês no Brasil.
* * *
Depois, no domingo, chegou o Ricardo, um amigo de uma amiga vindo diretamente do Equador. Ele estava gravando um CD aqui em São Paulo e precisava de um lugar para ficar. Mais um no albergue do 339, que já contava com a Mari, que veio do sul diretamente para a terra da garoa. E assim, começavam dias insanos. Nesses quinze dias transitamos entre diversos universos, dos bares da Augusta a sessões de Grey’s Anatomy com pipoca e sorvete na sala; de duas noites consecutivas de Bourbon Street passando mal (e causando) com NU Begginings a noitada de domingo na Loca se estendendo até segunda de manhã; de repeteco da noitada da Loca na quinta se estendendo até sexta de manhã para na mesma sexta se acabar na d-edge até o sábado de manhã; de esquentar cadeira no Exquisito a tomar banho de chuva no viaduto do chá, domingo à noite, just singing in the rain; tirando as festas usuais no apartamento, festas usuais nos apartamentos dos amigos, as conversas madrugada adentro, um jantar tailandês servido às duas da manhã e encerrado às cinco. E não só de eventos sociais vive o garoto aqui – nesse meio tempo também tinha que estudar, ensaiar, ir ao cinema, ir ao teatro, tentar trabalhar, ser assaltado, sair de carro novo. Só o que eu não consegui, realmente, foi escrever neste blog. Mas a intenção de tudo isso não é ficar aqui me gabando de tudo o que eu faço. Não, não. A intenção é saber quando parar – faço 28 anos daqui um mês, tenho quarenta e tantos cabelos brancos, sinais de rugas, olheiras e cansaço. Fazer 28 anos é tão... tão final de festa, que agora fico aqui me perguntando como manter esse ritmo frenético de uma forma ordenada? E se existe como fazer isso, quando existem tantas outras coisas na minha cabeça querendo acontecer e não acham tempo para tal.
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Mas a questão, na real, é que não existe motivo para parar. Parar para quê? Duzentos quilômetros por hora na direção errada. Vamos lá ver onde tudo isso vai dar. It's my life!
Soho Paulistano
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The Finnish guy appears with his heart broken, has his way with two girls simultaneously, people fucking in the dark room of Aloca, girl kissing a girl, angels, people getting married, guys wanting to hug other guys just to be told to fuck off, 3-some with the ex who wants to get married, a stranger from Ecuador and a fat spanish cheater wanting to have his way with a Japanese girl... obviously the plot would also include a student trying to break his everyday smoking marijuana habit in order to study better.
Esse sim é o segredo!
Saindo da geladeira

Bem... a vida íntima dos Suricatos selvagens do norte sempre foi um mistério.
Hoje, descobriremos seus segredos na arte do acasalamento. É muito comum antes do coito encontrar a fêmea fazendo charme exalando seu perfume animal. É nessa hora que ela começa a famosa dança do acasalamento. O macho, que habita o outro lado da floresta, tem o olfato mais aguçado do reino animal e sente que a hora chegou. Um pouco nervoso e já próximo da fêmea ele observa... e observa. Toma coragem e se aproxima... A aproximação é difícil, mas necessária. E é nessa hora que o casal começa sua tentativa de fertilização natural. Que é cansativa... Frustrante...
Pois todos nós sabemos que os suricatos selvagens são conhecidos por sua natural ingenuidade. Aiii... é por essas e outras que esses animaizinhos continuam em extinção.
Signos e ascendentes
Trecho extraído de Transformações (uma fábula)
conto de Caio Fernando Abreu
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e eis eu, criatura da terra (touro) e do fogo (leão).
segunda-feira, março 12, 2007
The Knife
sexta-feira, março 09, 2007
Lições de vida do BBB
...
Trecho de "Os Companheiros (Uma história embaçada)",
conto de Caio Fernando Abreu
quinta-feira, março 08, 2007
As mulheres e seu dia...
Indignado
quarta-feira, março 07, 2007
Criticamente crítico
terça-feira, março 06, 2007
E por falar em interpretação...
fui assistir, no último domingo, à Notas sobre um escandâlo, do diretor Richard Eyre (A Bela do Palco), com Cate Blanchet e Judi Dench. O filme aborda a relação de amizade/obsessão entre Bárbara, uma professora veterana solitária e frustrada, e Shab, uma novata que começa a dar aula na mesma escola que Bárbara. E não vou falar mais do que isso para não perder a graça. O roteiro, uma adaptação do livro homônimo de Zoe Heller, é assinado por Patrick Marber (Closer) e faz verdadeiro carpaccio da natureza humana, fatia por fatia, tal lâmina afiada que o é. E as atrizes, famintas, se lambuzam. A atuação é um verdadeiro duelo de talentos e um trabalho de ator que beira à mediunidade. Passei o filme de boca aberta, e a sensação de perplexidade ainda continua. Como elas conseguem? ... aos diabos com a rainha...
A arte do espetáculo sob três pontos de vista
HOTEL LANCASTER
Provavelmente ganhou as quatro estrelinhas no guia da Folha pela excelente atuação de alguns dos atores, que nos deixam a pergunta se realmente estavam drogados em cena para conseguir atingir tal resultado. Mas a dramaturgia é pobre. Quem já não viu tal história? Um bando de desajustados em busca de nada - nem de redenção. A peça acaba assim também, no nada. E o pior foi que no dia em que assisti eu gostei, e gostei bastante. Mas depois, analisando friamente, nosso mundo contemporâneo precisa de mais. O texto não consegue nem ser o retrato do vazio, quanto mais conseguir transpô-lo.
ALDEOTAS
No dia não gostei muito, achei um trabalho menor de teatro. Mas não, e como estava errado. Precisava assistir, e re-assistir, e assistir de novo. Um texto delicioso, que sem recursos cênicos nenhum, te transporta para sua infância, para a fazenda no interior, para o gosto de terra, para as brincadeiras, para seu melhor amigo. Você tem quase duas horas de um prazer inenarrável, onde Gero e Marat te tornam cúmplice das histórias de seus personagens. Um texto sem pretensões, mas que te tocam, tocam lá no fundo. Ainda faltam o cenário, uma iluminação eficiente, o figurino, a música - essa falta só nos faz lembrar que um bom texto não precisa de nada disto - no momento em que vivemos, época de total descrença, o que vale é a palavra e a verdade que ela carrega, nada mais. Mas como diz o próprio texto de Gero Camilo, "é preciso um certo tempo para se fazer uma boa crítica".
KEROUAC
Eis a prova da total alienação teatral em que vivemos. Um ator vociferando palavras, cuspindo na platéia, suando, pulando, batendo uma máquina de escrever da forma mais esdrúxula possível e uma série de clichês que tentavam tornar o texto mais didático para uma geração que não viveu a década de 60, só podia resultar em 50 minutos de profundo distanciamento do objeto em estudo, o próprio Kerouac. Nenhuma nuance, nenhum sentimento, nada daquilo que está registrado em seus diários ou em suas entrevistas. Só achômetro colocado da pior forma possível: a superficial e sem embasamento para uma platéia que desconhece o assunto e toma por incrível o trabalho de um ator em puro frenesi. Repetindo uma frase do Wilde que é repetida constantemente na peça, "o caminho do excesso leva à sabedoria". Nesse caso, não posso concordar. O excesso, às vezes, é só excesso. E de fuder foi fechar com "Like a rolling stone", de Bob Dylan. Quer mais clichê que isso?
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Que Deus devolva a voz aos artistas. Ou que continuemos a recorrer a Nelson, Plínio, Caio, Clarice, todos vocês que tinham algo para falar e ser compreendido.
Rio de Janeiro
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O Homem-de-lata estava lembrando como Doroty entrou na sua vida e todas as coisas pelas quais passaram e que os tornaram tão amigos. Ela agora está lá no Rio, curtindo tudo aquilo que ela sempre esperou, e ele está tremendamente feliz por ela. Ele está aqui em Sampa, curtindo as mesmas coisas que sempre fez e recebendo ventos de mudança. E isso é bom também. As mudanças acontecem para quem vai e para quem fica, como latia totó. Doroty é daquelas meninas que levantavam cedo para ir acompanhar o homem-de-lata na 25 de março comprar coisas para sua casa nova. Doroty fez o Homem-de-lata se apaixonar por Grey's Anatomy e acompanhá-la a incontáveis shows do Monobloco. Juntos eles viram barcos baterem, bêbados gritarem "tocando em frente" para o Renato Teixeira, outros amigos partirem para longe, pegando outro trecho da estrada dos tijolos dourados. Juntos eles encararam 5 sessões de cinema em um único dia, nas maratonas das mostras de cinema. Por causa dela, o Homem-de-Lata conheceu pessoas fantásticas, em vários cantos do país. Os dois já piraram muito com devaneios profissionais nos bares da Augusta. Fora todas as peças mico que ele a levou para assistir. A passeata em que ninguém compareceu, só os dois perdidos na praça da Sé. E é tanta coisa que fica difícil narrar. E tudo o que o Homem-de-Lata pode dizer à Doroty é: "continue percorrendo o caminho dos tijolos dourados. Eles vão te levar para casa", pois sei que "casa" é aquele lugar onde queremos tanto estar.
segunda-feira, março 05, 2007
Naked in NY
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14/5 - NOVA IORQUE - Nessa cidade você se sente no topo do mundo. Pode se vestir bem e não gastar muito. Tudo acontece. É como se sentir o último dos contemporâneos, com acesso a tudo e no pico das tendências. O homem universal, propriamente dito. Um lugar onde certamente eu viveria - tranquilo e agitado, funcional e caótico, tudo que uma cidade moderna poderia ter. A minha incapacidade de me comunicar instantaneamente fica mais evidente a cada dia que passa. Isso é preocupante. As meninas da mesa ao lado ficaram o jantar inteiro me olhando e não sei se era de estranhamento ou vontade de me conhecer. Sem amigos de infância desta vez. E, onde vou carrego as pessoas que amo comigo. Isso é tão difícil de enxergar até você ficar sozinho em uma cidade onde ninguém te conhece e qualquer tentativa de aproximação é um esforço enorme de achar palavras e significados em uma outra língua. Agora, estou aqui no B.B. King Bar na 42th street (depois de ter ido na igreja batista do Harlem), hoje é dia das mães e vim assistir um show do Harlem Gospel Choir. Estou sentado com um casal de americanos na boca do palco e pensando que minha mãe e minha irmã iriam adorar estar aqui. E, assim, em todos os lugares que vou, lembro de cada pessoa, do seu jeito, das coisas que eles gostam. Daqui a pouco minha aventura por NY acaba e vou desbravar os mares do sul, rumo à Miami Beach, mas essa estada aqui foi grandiosa e útil para colocar as engrenagens do meu mundo de volta em movimento. Ainda vou precisar de alguns dias processando tudo o que aconteceu.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Fevereiro
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Morte ao ego
Fragmento extraído do livro Du luxe et de l'impuissance (Do luxo e da impotência) de Jean-Luc Lagarce.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Rush

ia guardar para fazer meu cartão de páscoa, mas as coisas andam tão no "rush" pra todo mundo, que resolvi postar para descontrair. parece que está todo mundo atolado de trabalho, enfrentando o maior stress e à beira de um ataque de nervos. e o ano mal começou. eu também estou no mesmo barco, amigos. madrugadas adentro, projetos para serem entregues e uma exposição para ser inaugurada na próxima quarta-feira e ainda um monte de detalhes para serem resolvidos. mas enfim, amigos, estou aqui para dizer-lhes que há esperança. não desistam, não entreguem os pontos, não matem seus chefes. e não pensem que depois do carnaval vai melhorar pois só tende a ser mais puxado. mas respirem fundo, fechem os olhos, mentalizem algo bom, e continuem. keep going! pro lado de cá, devido a este rush lascado, pouca coisa tem acontecido. o tuomas chegou da finlandia essa semana, mas mal estou passando tempo com ele. as festas no 339 continuam, não tenho feito balada nenhuma, estou sossegando e ficando apenas mais feliz e tranquilo, deixando todas as perguntas da alma pra lá, pois elas sempre continuam sem resposta. o coração tá bem, respirando um pouco de ar puro com o peito aberto. ah, e tem sempre o stress de onde passar o carnaval. dessa vez, nenhum plano. talvez passar no sítio mesmo, com meus pais, sem gastar dinheiro e descansar desta vida cansativa de ser paulistano.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Quickdrop
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O Resfest agora também vira festival de música e traz Animal Collective?
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O pessoal da Circuito abre a Clash, a mais nova balada eletrônica da Barra Funda?
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Mais uma grande exposição na Oca chegando? Se preparem para Da Vinci!
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Corrida dos filmes concorrentes ao Oscar? Todos estreiando ao mesmo tempo: "A Rainha", "Cartas de Iwo Jima", "O Último Rei da Escócia", "Pecados Íntimos", "À procura da felicidade"?
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Novo disco do Arcade Fire vazando na internet? We need a intervention...
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Cansei de ser sexy, a banda brasileira menos brasileira do momento, fazendo show por aqui?
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Fevereiro chegou!

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