segunda-feira, agosto 13, 2007
To a friend, with love
My family tree
and holding you tight
and asking my questions.
Everyone loves a situation.
Long walks on the beach.
The press will impeach.
Lately I'm finding
I am the book and you are the binding.
I guess they'll read everything about you.
Though the press might shoot me down I'm still true.
I sell my book for free. That's what you do to me.
Oh, you are my family tree.
Be good to me
Take care of me.
Song: Family Tree
Artist: Ben Kweller
* * *
Quem sou eu. Não sei. Estou longe de saber. Estou longe de entender minhas raízes, de conhece-las, experimentá-las de verdade. Não sei quem são meus pais, conheço pouco da história deles. Não sei quem foram meus avós, de onde vieram, para onde foram, quais foram os sonhos que os motivaram para que eu esteja onde estou hoje. Sei pouco de suas crenças, para poder entender todas as coisas que penso e porque penso do jeito que penso. Se me colocar diante de um espelho hoje, vários pedaços faltarão no meu reflexo. Como meus pais se encontraram? Como foi o primeiro encontro? Quais as expectativas de suas vidas quando jovens? Quantas lágrimas não devem ter sido caladas das quais não tenho a menor noção? Ontem, enquanto meu pai falava como ele era sortudo por ter a família toda reunida e enquanto eu passeava o garfo no meu prato, pensava em tudo isso. Em como, ao não saber nada sobre eles, não sei nada sobre mim. E dando mais valor a tudo que está por vir, aos lugares que anseio tanto em estar e ao futuro que quero desesperadamente conhecer, vou deixando meu passado sempre em branco. Nenhum registro, nenhuma história, nenhuma raíz. Qual vai ser o seu ponto de partida quando você tiver que contar a sua história?
quinta-feira, agosto 09, 2007
Lets be serious
Sam Pitroda, C-Sam Inc.
quarta-feira, agosto 08, 2007
Trendy
sexta-feira, agosto 03, 2007
Oz
Nossa turma começou uma brincadeira dizendo que nossas vidas são tão cheias de reviravoltas que as histórias juntas dão um verdadeiro seriado – e posso falar que a temporada foi realmente movimentada.
Tanta coisa aconteceu esse ano que parece que já é 31 de dezembro. Tanta coisa que poderia ter mudado definitivamente minha vida. E é bom olhar para todas elas e enxergar o valor de cada uma. Algumas simplesmente me fazem olhar sem remorsos por tê-las deixado para trás, outras fazem da lembrança uma doce tristeza, como diria a Mikie.
É o final desta temporada. É o momento de fechar a conta. Deixar que assuntos inacabados sejam cobertos pela poeira; ser livre e libertar as pessoas que estão com você; entender finalmente que “timing” é um conceito muito vago para quem realmente deseja – creio muito mais na pausa do que no desencontro, e que platonismos perdem sua força com a idade.
Foi nesta temporada que conheci pessoas maravilhosas, desenvolvi amizades inimagináveis, com um grau de transparência e autenticidade invejáveis. Nesta temporada eu assisti gente indo e vindo, festas e causos que ninguém acreditaria, e conheci alguém que abalou as estruturas do homem de lata.
Mas uma nova temporada está começando, logo estarão chegando os novos personagens. Por enquanto, estou acertando todas as contas do final desta temporada, com quem devo e comigo mesmo. Alguém que deixei livre, uma proposta profissional tentadora que provavelmente declinarei por conta de outros objetivos, o casamento do meu sócio e melhor amigo, a chance de viver algo bacana, um nó no peito por alguém que está a léguas de distância e que estou acabando de desatar. E a chance de tomar decisões que vão mudar minha vida. Decisões. Mudanças.
Garçom, o troco é seu. Que venha a segunda temporada!
domingo, julho 29, 2007
Trilha sonora do Pan
estou aqui assistindo a ginástica rítmica e enquanto os juízes deliberam, já passou Ivete Sangalo, Jorge Ben Jor e agora está rolando a pérola que é Balão Mágico. E todos os juízes de braços cruzados, com cara séria, não entendendo nada.
sexta-feira, julho 27, 2007
What else is there?
But you couldn't see me
Too many lights out, but nowhere near here
It was me on that road
Still you couldn't see me
And then flashlights and explosions
Roads are getting nearer
We cover distance but not together
I am the storm and I am the wonder
And the flashlights, nigthmares
And sudden explosions
I don't know what more to ask for
I was given just one wish
It's about you and the sun
A morning run
The story of my maker
What I have and what I ache for
What else is there?
E o que Deus tem a ver com isso?
Madame Min na Noruega
Não conseguir ir à sua festa de despedida nem marcar um último almoço. Mas assim também é bom, fica aquela sensação de que a gente vai se falar e se ver semana que vem. Quero logo ir sentar num fiorde e bater papo contigo, guria.
Mas enquanto isso, aproveita o verão e se agasalha muito muito no frio, tá bom? Ah, e vá em muitos shows do Royksöpp, fica bem amiga deles por mim.
segunda-feira, julho 09, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
Ah Matisse, eu também vai!
sexta-feira, junho 22, 2007
Faz falta
quinta-feira, junho 21, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
Tim Festival
terça-feira, junho 19, 2007
A lucidez perigosa
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.
Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.
Clarice Lispector
segunda-feira, junho 18, 2007
A revolução da mídia
Já pararam para pensar que estamos vivendo um dos períodos mais importantes e mais decisivos da história da humanidade? Um período que está mudando drasticamente toda a organização social que o homem vinha construindo desde então?
quinta-feira, junho 14, 2007
Quickdrop
Estive no Rio semana passada, relaxando durante o feriado de Corpus Christi. Um dia ainda entendo minha relação com essa cidade - quando estou em São Paulo, não tenho a mínima vontade de ir para o Rio, me dá preguiça; quando estou no Rio não tenho a mínima vontade de voltar para São Paulo, me dá vontade de chorar. Nada de espetacular ou badalado durante esta viagem - só ótimos momentos compartilhados com os amigos, seja na beira da Lagoa, seja em um barzinho na Lapa, seja no show de despedida dos Los Hermanos. Nada menos, nada mais.
#2
Banda desconhecida e ótima da vez: Die Romantik. Trio de nova iorquinos que se conheceu em Paris fazendo indie folk de primeira, ou "crafted melodic rock", como eles mesmo se definem. Bom, paixão à primeira vista. Já é a mais tocada no rank do meu iTunes, certeza. O primeiro álbum deles foi lançado dia 5 de junho, e na página deles estão disponíveis duas faixas para download, incluindo a linda Narcissist's Waltz.
#3
Outra boa surpresa musical é a Juliette Lewis mandando ver com sua banda Juliette & The Licks. You speak my language, baby!
#4
Você já votou no Cristo Redentor para ser uma das novas sete maravilhas? Então vote. Mande um SMS para 49216 com a mensagem Cristo. Pronto, você votou. É gratuito.
#5
Helsinki, Oslo, Madrid, Sydney ou Quebéc? As votações estão abertas!
#6
Cansados da esculhambação geral da República? O negócio é relaxar e gozar, nénão?!
quarta-feira, maio 23, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
All together now
Encontro dos bipolares lá em casa ontem, estilo "mais uma festinha no 339". Mas ontem foi aniversário do Gil e a ocasião foi especial (e a multa merecida)!
quinta-feira, maio 17, 2007
Resfest 10
Aleluia!
Eu danço, eu canto, eu grito
Eu brinco
Eu bebo todas,
Fico alto até cair no chão
Sinto tudo de uma só vez
E ponho tudo para fora
Não gosto do controle do tempo
Nem das artimanhas das circunstâncias
Gosto de ser o que quiser
Nem que seja por um segundo
terça-feira, maio 15, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
Another saturday night
quinta-feira, maio 10, 2007
quarta-feira, maio 09, 2007
sexta-feira, maio 04, 2007
Antonio
quarta-feira, maio 02, 2007
Crônica de uma alma em colapso
Era a vontade de chorar pela morte anunciada de algo não nascido, a dor de perder o que não se teve. Pensamento longe, dedos sobre a mesa girando o cinzeiro, como se fosse sua cabeça, força centrípeta para que as emoções pudessem se aquietar e dizer seus nomes.
Coisa que se constrói do nada. 'Eu não te conheço! Então, qual o motivo? Não há'. São demônios do ar, um vírus para o qual não existe prevenção nem remédio, ele se multiplica rápido, infesta o corpo, percorre os nervos, a espinha, se aloja em cada canto, transformando desejo em dor.
Apetite voraz em busca de alimento.
Um rápido olhar, leve toque, outro olhar, profundo, furando a íris feito agulha em busca de outro sentido que processe toda sua intenção, muda e sem gestos. Uma música na rua em plena madrugada para os que passam e para ele que vai embora.
Erro do tempo, engenharia sem cálculos nem lógica deste lugar onde habitamos.
Mnemônico. Lá está ele no córtex cerebral, o mesmo sorriso congelado. Imagem persistindo na retina e em algum lugar entre os sentimentos, se escondendo entre as vísceras do outro sem querer partir.
Mas ele parte, não sabendo que no outro ele permanece sem hora para ir embora. Assim, sem explicação.
quinta-feira, abril 26, 2007
Meus próprios morangos
Ontem, depois de chegar do Bourbon Street, quase 3h da manhã, comecei a reler um dos meus contos preferidos, que de certa forma, fala muito comigo. Fala sobre encontros, sobre um tipo de amor e paixão que supera o físico, o corpo. O conto é grande, mas vou colocar o primeiro parágrafo aqui.
* * *
AQUELES DOIS
(História de aparente mediocridade e repressão)
I
A verdade é que não havia mais ninguém em volta. Meses depois, não no começo, um deles diria que a repartição era como um "deserto de almas". O outro concordou sorrindo, orgulhoso, sabendo-se excluído. E longamente, entre cervejas, trocaram então ácidos comentários sobre as mulheres mal-amadas e vorazes, os papos de futebol, amigo secreto, lista de presente, bookmaker, bicho, endereço de cartomante, clipes no relógio de ponto, vezenquando salgadinhos no fim do expediente, champanha nacional em copo de plástico. Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra - talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou.
Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. (...)
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, abril 25, 2007
Wishlist
#1
Uma canga, um gramado, um sol sereno colado em um céu bem azul, uma brisa, um ipod, Sigúr Ros e um sorriso.
#2
Um colo, um cafuné, um olhar cúmplice e a certeza de ser bem quisto.
#3
Minha mãe, meus amigos, um abraço apertado e bolinho de chuva.
...
E pra mim, isso já é o bastante.
...
Sês, serás e porquês
Vinha me fazendo essa pergunta desde o começo do ano. E agora? Bom, a verdade é que agora você começa a ver a vida sob uma ótica completamente diferente. Começa a fazer conexões com outros valores, tua dimensão de tempo e espaço são modificadas, tudo isso para ir te transformando em uma pessoa mais plena. Acho que esse é o objetivo de todos nós na vida. As fichas vão caindo, caindo, umas horas, elas desabam, uma verdadeira chuva de moedas, e você pensa: "putz, como demorei para sacar isso!".
Sim, posso colocar a mochila nas costas e sair pelo mundo, mas não preciso fugir mais de nada. Agora, aos 28, já posso encarar os problemas. Sim, posso encontrar aquela pessoa por quem esperei a vida inteira e, agora aos 28, estar pronto para me relacionar como se merece, com amor e respeito, sem medo. Sim, posso mudar de cidade, estado ou país, mas, agora, posso pensar realmente no que quero, sem me deixar levar por nenhuma febre de momento. Sim, sim, sim, agora, aos 28, sim, pode-se ser - ao contrário do que pensam os amigos - consciente de si mesmo. Consciente da imperfeição, dos defeitos, dos valores, do potencial e do que precisa ser feito.
Algumas coisas deixam de ter graça, outras despertam mais interesse. Só isso. Os momentos de negação se tornam nítidos e você deixa de se enganar. E ainda bem que esse ciclo de 7 anos está na alma, você pode vivê-lo antes dos 28, 27, 26...
Mas um aviso aos tripulantes: não significa que o busão desgovernado ainda não esteja por aí, na ativa, em busca de novas experiências. Ele só está sintonizando uma nova estação de rádio, ou ouvindo a voz de Deus, sei lá.
sexta-feira, abril 13, 2007
Inferno astral
I said no, no, no.
Yes I been black, but when I come back
You wont know, know, know.
I ain’t got the time
And if my daddy thinks im fine
He’s tried to make me go to rehab
I wont go, go, go.
Amy Winehouse - Rehab
* * *
O tiro saiu pela culatra e a pólvora estourou na minha cara. Mais uma vez, é hora de tirar o band-aid e deixar as feridas tomarem um pouco de ar para eu ver se saram. Mais uma vez, hora de abrir mão. Muita coisa estranha anda acontecendo, acho que é por conta do inferno astral que deve estar tentanto se aproximar. Ou porque hoje é sexta-feira 13. Superstições. Não sei se as tenho. Mas como sei que vivo me negando o tempo todo, posso até estar cheio delas e simplesmente não aceitá-las. Terminei de ler 'Morangos Morafos' com uma dor no peito, porque o Caio é daqueles escritores que você sente saudades quando acaba o livro. Foi ontem no hospital que eu li os últimos dois contos, enquanto aguardava a cirurgia da minha mãe, entre conversas com as senhoras que compartilhavam comigo a sala de espera, cada uma me contando seus problemas.
A semana começou com esperança. Um arco-íris, daqueles que você não vê nunca, forte, encorpado, com começo, meio e fim, cruzava a Fernão Dias ali em Guarulhos, no final da tarde de domingo, depois da chuva que vinha encerrar a semana santa. Era um portal, tinha a nítida impressão de que passaria por baixo dele e entraria em uma nova realidade, o mundo de Oz, o que o valha. Vontade de arrumar tudo o que está errado.
E a semana está acabando meio angustiante, cheia daquela vontade indomável que às vezes surge de colocar uns livros na sacola, um par de roupas, e sair por aí, na tentativa de viver melhor ou pelo menos descobrir coisas novas. Às vezes acho que sou louco, às vezes tenho certeza. Às vezes ainda acho que tenho jeito, outras eu desencano. E sinto que a vida vai ser sempre essa voltagem alternando entre 110 e 220V, nem uma coisa nem outra. O maior problema, eu chego à conclusão, é a tal da negação.
segunda-feira, abril 09, 2007
Páscoa
PS: andar à cavalo é bom, mas que dói, dói. principalmente no dia seguinte.
terça-feira, abril 03, 2007
My week is your year, babe
* * *
O Jussi é amigo do Tuomas, um amigo meu da Finlândia. Ele estava morando no Brasil desde o final de outubro, com a namorada (que ele conheceu lá na Finlândia ano passado), na Vila Madalena. O Tuomas havia me falado dele, para eu dar um help e tal porque ele não conhecia ninguém, mas acabei postergando o encontro por conta das correrias com a exposição e etc. A gente se falava por msn às vezes e só. Acabamos nos encontrando para uma das tradicionais caminhadas pelo centro da cidade, durante o carnaval. A namorada dele tinha viajado e ele estava sozinho na cidade. Eu, passando o carnaval aqui. A caminhada rendeu uma bebedeira no bar do Léo e assim começou toda a história – mais e mais encontros para cinema, choppitos, etc, e quando percebi o Jussi já estava fazendo parte da turma. Aí, aconteceram alguns infortúnios no namoro dele, e foi então que ele se mudou lá para casa, para curtir o último mês no Brasil.
* * *
Depois, no domingo, chegou o Ricardo, um amigo de uma amiga vindo diretamente do Equador. Ele estava gravando um CD aqui em São Paulo e precisava de um lugar para ficar. Mais um no albergue do 339, que já contava com a Mari, que veio do sul diretamente para a terra da garoa. E assim, começavam dias insanos. Nesses quinze dias transitamos entre diversos universos, dos bares da Augusta a sessões de Grey’s Anatomy com pipoca e sorvete na sala; de duas noites consecutivas de Bourbon Street passando mal (e causando) com NU Begginings a noitada de domingo na Loca se estendendo até segunda de manhã; de repeteco da noitada da Loca na quinta se estendendo até sexta de manhã para na mesma sexta se acabar na d-edge até o sábado de manhã; de esquentar cadeira no Exquisito a tomar banho de chuva no viaduto do chá, domingo à noite, just singing in the rain; tirando as festas usuais no apartamento, festas usuais nos apartamentos dos amigos, as conversas madrugada adentro, um jantar tailandês servido às duas da manhã e encerrado às cinco. E não só de eventos sociais vive o garoto aqui – nesse meio tempo também tinha que estudar, ensaiar, ir ao cinema, ir ao teatro, tentar trabalhar, ser assaltado, sair de carro novo. Só o que eu não consegui, realmente, foi escrever neste blog. Mas a intenção de tudo isso não é ficar aqui me gabando de tudo o que eu faço. Não, não. A intenção é saber quando parar – faço 28 anos daqui um mês, tenho quarenta e tantos cabelos brancos, sinais de rugas, olheiras e cansaço. Fazer 28 anos é tão... tão final de festa, que agora fico aqui me perguntando como manter esse ritmo frenético de uma forma ordenada? E se existe como fazer isso, quando existem tantas outras coisas na minha cabeça querendo acontecer e não acham tempo para tal.
* * *
Mas a questão, na real, é que não existe motivo para parar. Parar para quê? Duzentos quilômetros por hora na direção errada. Vamos lá ver onde tudo isso vai dar. It's my life!
Soho Paulistano
* * *
The Finnish guy appears with his heart broken, has his way with two girls simultaneously, people fucking in the dark room of Aloca, girl kissing a girl, angels, people getting married, guys wanting to hug other guys just to be told to fuck off, 3-some with the ex who wants to get married, a stranger from Ecuador and a fat spanish cheater wanting to have his way with a Japanese girl... obviously the plot would also include a student trying to break his everyday smoking marijuana habit in order to study better.
Esse sim é o segredo!
Saindo da geladeira

Bem... a vida íntima dos Suricatos selvagens do norte sempre foi um mistério.
Hoje, descobriremos seus segredos na arte do acasalamento. É muito comum antes do coito encontrar a fêmea fazendo charme exalando seu perfume animal. É nessa hora que ela começa a famosa dança do acasalamento. O macho, que habita o outro lado da floresta, tem o olfato mais aguçado do reino animal e sente que a hora chegou. Um pouco nervoso e já próximo da fêmea ele observa... e observa. Toma coragem e se aproxima... A aproximação é difícil, mas necessária. E é nessa hora que o casal começa sua tentativa de fertilização natural. Que é cansativa... Frustrante...
Pois todos nós sabemos que os suricatos selvagens são conhecidos por sua natural ingenuidade. Aiii... é por essas e outras que esses animaizinhos continuam em extinção.
Signos e ascendentes
Trecho extraído de Transformações (uma fábula)
conto de Caio Fernando Abreu
* * *
e eis eu, criatura da terra (touro) e do fogo (leão).
segunda-feira, março 12, 2007
The Knife
sexta-feira, março 09, 2007
Lições de vida do BBB
...
Trecho de "Os Companheiros (Uma história embaçada)",
conto de Caio Fernando Abreu
quinta-feira, março 08, 2007
As mulheres e seu dia...
Indignado
quarta-feira, março 07, 2007
Criticamente crítico
terça-feira, março 06, 2007
E por falar em interpretação...
fui assistir, no último domingo, à Notas sobre um escandâlo, do diretor Richard Eyre (A Bela do Palco), com Cate Blanchet e Judi Dench. O filme aborda a relação de amizade/obsessão entre Bárbara, uma professora veterana solitária e frustrada, e Shab, uma novata que começa a dar aula na mesma escola que Bárbara. E não vou falar mais do que isso para não perder a graça. O roteiro, uma adaptação do livro homônimo de Zoe Heller, é assinado por Patrick Marber (Closer) e faz verdadeiro carpaccio da natureza humana, fatia por fatia, tal lâmina afiada que o é. E as atrizes, famintas, se lambuzam. A atuação é um verdadeiro duelo de talentos e um trabalho de ator que beira à mediunidade. Passei o filme de boca aberta, e a sensação de perplexidade ainda continua. Como elas conseguem? ... aos diabos com a rainha...
A arte do espetáculo sob três pontos de vista
HOTEL LANCASTER
Provavelmente ganhou as quatro estrelinhas no guia da Folha pela excelente atuação de alguns dos atores, que nos deixam a pergunta se realmente estavam drogados em cena para conseguir atingir tal resultado. Mas a dramaturgia é pobre. Quem já não viu tal história? Um bando de desajustados em busca de nada - nem de redenção. A peça acaba assim também, no nada. E o pior foi que no dia em que assisti eu gostei, e gostei bastante. Mas depois, analisando friamente, nosso mundo contemporâneo precisa de mais. O texto não consegue nem ser o retrato do vazio, quanto mais conseguir transpô-lo.
ALDEOTAS
No dia não gostei muito, achei um trabalho menor de teatro. Mas não, e como estava errado. Precisava assistir, e re-assistir, e assistir de novo. Um texto delicioso, que sem recursos cênicos nenhum, te transporta para sua infância, para a fazenda no interior, para o gosto de terra, para as brincadeiras, para seu melhor amigo. Você tem quase duas horas de um prazer inenarrável, onde Gero e Marat te tornam cúmplice das histórias de seus personagens. Um texto sem pretensões, mas que te tocam, tocam lá no fundo. Ainda faltam o cenário, uma iluminação eficiente, o figurino, a música - essa falta só nos faz lembrar que um bom texto não precisa de nada disto - no momento em que vivemos, época de total descrença, o que vale é a palavra e a verdade que ela carrega, nada mais. Mas como diz o próprio texto de Gero Camilo, "é preciso um certo tempo para se fazer uma boa crítica".
KEROUAC
Eis a prova da total alienação teatral em que vivemos. Um ator vociferando palavras, cuspindo na platéia, suando, pulando, batendo uma máquina de escrever da forma mais esdrúxula possível e uma série de clichês que tentavam tornar o texto mais didático para uma geração que não viveu a década de 60, só podia resultar em 50 minutos de profundo distanciamento do objeto em estudo, o próprio Kerouac. Nenhuma nuance, nenhum sentimento, nada daquilo que está registrado em seus diários ou em suas entrevistas. Só achômetro colocado da pior forma possível: a superficial e sem embasamento para uma platéia que desconhece o assunto e toma por incrível o trabalho de um ator em puro frenesi. Repetindo uma frase do Wilde que é repetida constantemente na peça, "o caminho do excesso leva à sabedoria". Nesse caso, não posso concordar. O excesso, às vezes, é só excesso. E de fuder foi fechar com "Like a rolling stone", de Bob Dylan. Quer mais clichê que isso?
* * * * *
Que Deus devolva a voz aos artistas. Ou que continuemos a recorrer a Nelson, Plínio, Caio, Clarice, todos vocês que tinham algo para falar e ser compreendido.
Rio de Janeiro
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O Homem-de-lata estava lembrando como Doroty entrou na sua vida e todas as coisas pelas quais passaram e que os tornaram tão amigos. Ela agora está lá no Rio, curtindo tudo aquilo que ela sempre esperou, e ele está tremendamente feliz por ela. Ele está aqui em Sampa, curtindo as mesmas coisas que sempre fez e recebendo ventos de mudança. E isso é bom também. As mudanças acontecem para quem vai e para quem fica, como latia totó. Doroty é daquelas meninas que levantavam cedo para ir acompanhar o homem-de-lata na 25 de março comprar coisas para sua casa nova. Doroty fez o Homem-de-lata se apaixonar por Grey's Anatomy e acompanhá-la a incontáveis shows do Monobloco. Juntos eles viram barcos baterem, bêbados gritarem "tocando em frente" para o Renato Teixeira, outros amigos partirem para longe, pegando outro trecho da estrada dos tijolos dourados. Juntos eles encararam 5 sessões de cinema em um único dia, nas maratonas das mostras de cinema. Por causa dela, o Homem-de-Lata conheceu pessoas fantásticas, em vários cantos do país. Os dois já piraram muito com devaneios profissionais nos bares da Augusta. Fora todas as peças mico que ele a levou para assistir. A passeata em que ninguém compareceu, só os dois perdidos na praça da Sé. E é tanta coisa que fica difícil narrar. E tudo o que o Homem-de-Lata pode dizer à Doroty é: "continue percorrendo o caminho dos tijolos dourados. Eles vão te levar para casa", pois sei que "casa" é aquele lugar onde queremos tanto estar.
segunda-feira, março 05, 2007
Naked in NY
* * *
14/5 - NOVA IORQUE - Nessa cidade você se sente no topo do mundo. Pode se vestir bem e não gastar muito. Tudo acontece. É como se sentir o último dos contemporâneos, com acesso a tudo e no pico das tendências. O homem universal, propriamente dito. Um lugar onde certamente eu viveria - tranquilo e agitado, funcional e caótico, tudo que uma cidade moderna poderia ter. A minha incapacidade de me comunicar instantaneamente fica mais evidente a cada dia que passa. Isso é preocupante. As meninas da mesa ao lado ficaram o jantar inteiro me olhando e não sei se era de estranhamento ou vontade de me conhecer. Sem amigos de infância desta vez. E, onde vou carrego as pessoas que amo comigo. Isso é tão difícil de enxergar até você ficar sozinho em uma cidade onde ninguém te conhece e qualquer tentativa de aproximação é um esforço enorme de achar palavras e significados em uma outra língua. Agora, estou aqui no B.B. King Bar na 42th street (depois de ter ido na igreja batista do Harlem), hoje é dia das mães e vim assistir um show do Harlem Gospel Choir. Estou sentado com um casal de americanos na boca do palco e pensando que minha mãe e minha irmã iriam adorar estar aqui. E, assim, em todos os lugares que vou, lembro de cada pessoa, do seu jeito, das coisas que eles gostam. Daqui a pouco minha aventura por NY acaba e vou desbravar os mares do sul, rumo à Miami Beach, mas essa estada aqui foi grandiosa e útil para colocar as engrenagens do meu mundo de volta em movimento. Ainda vou precisar de alguns dias processando tudo o que aconteceu.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Fevereiro
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Morte ao ego
Fragmento extraído do livro Du luxe et de l'impuissance (Do luxo e da impotência) de Jean-Luc Lagarce.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Rush

ia guardar para fazer meu cartão de páscoa, mas as coisas andam tão no "rush" pra todo mundo, que resolvi postar para descontrair. parece que está todo mundo atolado de trabalho, enfrentando o maior stress e à beira de um ataque de nervos. e o ano mal começou. eu também estou no mesmo barco, amigos. madrugadas adentro, projetos para serem entregues e uma exposição para ser inaugurada na próxima quarta-feira e ainda um monte de detalhes para serem resolvidos. mas enfim, amigos, estou aqui para dizer-lhes que há esperança. não desistam, não entreguem os pontos, não matem seus chefes. e não pensem que depois do carnaval vai melhorar pois só tende a ser mais puxado. mas respirem fundo, fechem os olhos, mentalizem algo bom, e continuem. keep going! pro lado de cá, devido a este rush lascado, pouca coisa tem acontecido. o tuomas chegou da finlandia essa semana, mas mal estou passando tempo com ele. as festas no 339 continuam, não tenho feito balada nenhuma, estou sossegando e ficando apenas mais feliz e tranquilo, deixando todas as perguntas da alma pra lá, pois elas sempre continuam sem resposta. o coração tá bem, respirando um pouco de ar puro com o peito aberto. ah, e tem sempre o stress de onde passar o carnaval. dessa vez, nenhum plano. talvez passar no sítio mesmo, com meus pais, sem gastar dinheiro e descansar desta vida cansativa de ser paulistano.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Quickdrop
(...)
O Resfest agora também vira festival de música e traz Animal Collective?
(...)
O pessoal da Circuito abre a Clash, a mais nova balada eletrônica da Barra Funda?
(...)
Mais uma grande exposição na Oca chegando? Se preparem para Da Vinci!
(...)
Corrida dos filmes concorrentes ao Oscar? Todos estreiando ao mesmo tempo: "A Rainha", "Cartas de Iwo Jima", "O Último Rei da Escócia", "Pecados Íntimos", "À procura da felicidade"?
(...)
Novo disco do Arcade Fire vazando na internet? We need a intervention...
(...)
Cansei de ser sexy, a banda brasileira menos brasileira do momento, fazendo show por aqui?
(...)
Fevereiro chegou!
segunda-feira, janeiro 29, 2007
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Let you go
tenho frio
Vá embora antes que eu chore,
tenho frio
Vou trancar-me para nunca mais abrir
Pro sabor dos nossos sonhos não fugir
Ainda lembro de janeiro
Quando o sol me deu você
Meu presente de ano novo
Que agora o frio levou
Por favor, senhor sol
Me dê de volta Virgínia
Virginia - Os mutantes
* * *
Fear and panic in the air
I want to be free
From desolation and despair
And I feel like everything I saw
Is being swept away
When I refuse to let you go
I can't get it right
Get it right
Since I met you
Loneliness be over
When will this loneliness be over
Map of the problematique - Muse
* * *
Parafraseando um diálogo de Grey's Anatomy, não existe sensação melhor do que estar com alguém e olhar nos olhos dessa pessoa e não sentir desconforto algum. Amar e sentir-se amado. Quando você atinge essa sensação, é difícil não ficar presa a ela. Contudo, ventos sopram para diferentes lados e as coisas tomam rumos incertos. O que fazer quando simplesmente nada parece dar certo e, assim como um carro sem embreagem, você acelera o máximo mas não sai do lugar? Quando todas as suas tentativas parecem não surtir efeito nenhum e você se desgasta, remoendo tanta coisa que ainda tinha para ser dita? Um último telefonema onde tudo o que você tinha para declarar permanece preso na garganta. Como saber quando chega a hora de abrir mão? Abrir mão é sinônimo de falta de coragem ou simplesmente a consciência de que não há nada que possa ser feito? Esses dias têm me ensinado muito sobre todos esses assuntos - expectativas, resistência, apego, direcionamento. Às vezes, abrir mão é simplesmente uma questão de sobrevivência, é o ponto final que faltava para você seguir adiante.
Mutantes

Não nasci na década de 60 como desejado. Nasci no final dos anos 70. Não acompanhei a mutação de Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Rita Lee, nem o desfecho da banda pouco tempo antes da minha mãe dar à luz. Portanto, não conseguia entender porque todo mundo considera "Os Mutantes" a melhor banda brasileira de rock de todos os tempos. Mesmo conhecendo e gostando muito de suas músicas, realmente não conseguia entender e torcia um pouco o nariz para isso. Mas ontem deu para entender. E melhor que isso, curtir uma banda que está definitivamente entre as melhores do país. Tudo bem, eles já estão velhos, a "loucura" agora é meio posée, mas o espírito está lá de qualquer forma. O show começou às 20h com a praça da Independência lotada - 20 mil, 50 mil pessoas, sei lá. As favoritas do público estavam lá: Panis et Circenses, Balada do Louco, Baby, El Justiciero, Virginia, Minha Menina. Mas melhor que cantar junto foi curtir a viagem distorcida e psicodélica daquelas guitarras, dançando feito criança nos morrinhos próximos à casa do grito, entre o povo que, animado, mantinha a ciranda girando. E as pessoas na sala de jantar continuam ocupadas em nascer e morrer.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Mais tocada essa semana
Kina
For all the things you said I'd never do
For all the things you said that were untrue
For all the times you made me feel alone
Said I'd never make it on my own
Things are lookin' up for me now
Seems like Karma's makin' its rounds
Its my turn now, won't be held down no
Karma's gonna visit you too
You gotta pay for the things you put me through
I hope you do, I hope you do, yeah, yeah
I hope your hell is filled with magazines
And on every page you see a big picture of me
And under every picture the caption should read
Not bad for a girl from the gutter like me
Coachella 2007
Blondies
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Tricks of fate
hoje tentei chegar a um acordo com minha mãe sobre questões como buscas, satisfação e quietude. para ela, estou sempre insatisfeito, sempre buscando algo. e a busca recomeça tão logo a anterior seja finalizada. a conclusão foi que a busca não termina nunca - sempre haverão portas a serem abertas e coisas para serem conhecidas. o que existe realmente é uma diferença entre as pessoas - aquelas que não ligam muito para isso e, como qualquer outro animal neste mundo, tratam de viver e fazer parte do todo composto por 6 bilhões de humanos que perambulam pelo globo - comendo, dormindo, casando, trabalhando, procriando; e aquelas que não se conformam muito com o fato de que o razão de ser do homem é essa mesma e assim tentam encontrar algumas respostas para tudo, ou pelo menos, conhecer todas as alternativas existentes antes de responder. sem distinções nem comparações, mas que essas duas classes existem, elas existem. e no fim, acabei convencendo minha mãe disso, só para tristeza dela, que, confessou hoje, sonhava que o filho se tornasse médico e que a porta da sala trouxesse uma plaquinha com as inscrições, dr. André - pediatra. eu falei: ok, mãe, te mando um cartão-postal da Mongólia qualquer dia desses. e é nessas horas que você pensa com seus botões sobre como sua vida te trouxe até aqui e chega a uma conclusão... fuck it!
sexta-feira, janeiro 19, 2007
À deriva
(...)
tem coisas que acontecem que a gente não consegue entender o porquê, ou até mesmo como, dada a velocidade das circunstâncias. é só se dispor a começar algo, sem pensar muito, se entregar em busca de experiências e quando você vê, está atolado até o nariz - inseguro, indeciso e preso a tudo isso.
(...)
loca sábado. loca terça. loca quinta.
escapadelas para ir ver filmes leves como "O amor não tira férias" e "Mais estranho que a ficção". assistir Grey's Anatomy e descobrir que está viciado. conversas sérias que depois se mostraram não tão sérias assim. a possibilidade de começar um relacionamento um tanto diferente ficando só na possibilidade, comprovando mais uma vez que amor de verão não sobe mesmo a serra. pelo menos a minha. um buraco enorme. aqui nesse cara mas também lá no bairro de pinheiros. enfim, eis o compacto da semana.
(...)
Uma frase que ouvi em um curta-metragem no YouTube:
"Se não for entender, nem ouse perguntar"
sexta-feira, janeiro 12, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007
And then 2007 begins
Vou dizer que ele terminou bem, com algumas surpresas guardadas na manga. E vou dizer que ele começou bem também, já com muita risada colocada no baú da memória. Começou com banho de chuva. Começou com amigos queridos. Começou pirado. Quinze dias desconectado, perdido num lugarzinho chamado Guarda do Embaú. Começou com conversas e devaneios, visões fantásticas, sem nenhuma resolução de ano novo, sem nenhum arrependimento de ter deixado nada para trás ou a fazer. E para este ano, somente um desejo: levar a vida às últimas consequências - menos teoria, mais prática. Menos pensamento, mais movimento. Menos preocupação, mais ação. E só. De resto, só a plena consciência daquilo que eu já sei que preciso fazer e de que quem vive não precisa dar explicação. Planos? Muitos. Sonhos? Mais ainda. Desejos? Alguns. Mas entra ano e sai ano, nada muda, a não ser nós mesmos. Ia fazer uma retrospectiva, mas desisti. É melhor zerar e começar a contar novamente.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Quebrando paradigmas
Extraído do site www.mixbrasil.com.br
O modo pelo qual a nossa noção moderna de tempo (chronos) funciona é extremamente tentador. Por um lado, permite uma fuga - muitas vezes inadequada e causadora de ansiedades - do tempo do universo (kyros). Por outro lado, permite organização, nova tomada de fôlego e a possibilidade de fazermos um balanço do ano que passou, além de uma série de promessas para o período seguinte (ou seja, as resoluções de Ano Novo).
Gostaria de propor aqui algo diferente. Este ano, por que não fazer o balanço, mas, depois, algo mais inusitado? Que tal fazer resoluções “de ano velho”?
Não seria interessante pensar em tudo o que você já desejou para os anos novos e jamais cumpriu e, desta vez, dar uma boa olhada? Sem culpa, sem pressão, sem ressentimentos. Por exemplo, analisar o que de fato fez falta e quanta falta fez e para que serviria hoje.
Que tal ver se esta resolução antiga agora amadureceu no útero da vida e, neste momento, pode ser concretizada? De repente, ao invés de inventar uma resolução nova em folha, mas irrealizável, para 2007, não seria mais legal reciclar algo que foi utópico há alguns anos, mas agora é prático e viável? Algo que está preparado para nascer após a gestação?
E que tal pensar naquilo que você gostaria de fazer e sabe que, com um esforço razoavelmente humano, é possível atingir?
Em 2005, era ideal parar de fumar. Em 2007, pode ser fato.
Lembro que objetivos ambiciosos demais podem também ser desalentadores. Muitas vezes, eles não trazem incentivos porque não se tem aquele prazer gostoso do sabor de estar realizando algo. E, justamente assim, são deixados para traz e esquecidos.
É preciso ir aos poucos.
Por exemplo, imagine que você vive em um castelo muito bagunçado. No dia 31 de dezembro, você se promete organizar tudo. Chega o dia 1º de janeiro e... é tanto trabalho que você até quer começar, mas acaba deixando para depois porque nem sabe por onde iniciar. E jamais o faz...
No entanto, se você fizer o plano de limpar uma gaveta por dia, é mais provável que atingirá o seu objetivo. Estará mais organizado e sentirá o prazer diário de estar realizando alguma coisa. Ficará sempre motivado.
Por outro lado, por que não, simplesmente, decidir ser melhor do que se é hoje no ano que se inicia? Menos apegado? Menos intolerante? Mais amigo? Mais responsável? Um verdadeiro construtor de um mundo melhor?
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Neon Bible
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Memórias relâmpago de uma sexta-feira ao som de Hot Chip
Veredas

As coisas andam meio tumultuadas ultimamente e pouco tempo está sobrando para atualizar este blog. Mas parece que tudo que queria acontecer em 2006 e não aconteceu ainda está tentando acontecer! Semana passada o escritório entrou em um processo de concorrência para duas campanhas que precisam ser finalizadas ainda em 2006. Ganhamos 2/3 desta concorrência e um novo cliente! Bom, no dia seguinte ficamos sabendo que o novo cliente foi comprado por uma multinacional suíça e que as coisas ficariam meio indefinidas. A campanha continuou de pé, ainda estamos correndo para fechar tudo até dia 22, mas quanto ao novo cliente, talvez ele vire um novo-novo cliente logo mais. Basicamente a semana passada foi marcada por noites varadas no escritório, ensaios para a apresentação do teatro, pela tentativa mal-sucedida de assistir "O Crocodilo" e não dormir, pela tentativa mal-sucedida de ver Jens Lekman no StudioSP e também não conseguir, já que estava lotado. Por alguns chopps para por o papo em dia com a Stelinha, e foi isso. Mas eis que a sexta-feira chegou.
Sexta era o dia do show do El Perro del Mar no SESC Vila Mariana, para o qual eu estava ansioso. É uma banda sueca que ninguém ouviu falar e tudo o mais, aquela coisa. Mas eu estava ansioso para ver e ouvir a sublime Sarah Assbring. O show foi curtíssimo, cerca de 50 minutos, num auditório ridículo de pequeno e eles estavam ultra nervosos. Foi um show estranho, parecia apresentação de colégio. Mas foi gostoso! Que voz deliciosa! A ocasião serviu para encontrar a Suzzan, uma alemã que conheci pelo velho e bom CouchSurfing. Ela está morando no Brasil e fazendo estágio na Câmara de Comércio Europeu - gente boa, gostei dela. E eis que na saída do show do El Perro...
Uma funcionária do SESC nos aborda perguntando se queremos assistir o show do Barbatuques, grátis. Como é? Grátis? Claro! E lá fomos todos nós - Suzz, Mitch, Gil e eu - ver as impossibilidades sonoras do grupo e convidados. E, com exceção da Badi Assad, nem precisava ter convidado nenhum, por exemplo o Chico César, que só fez estragar a apresentação dos caras. Mas o show foi ótimo, e se você não conhece, não perca a próxima oportunidade. Depois de Barbatuques...
Ainda restava tentar ir ao show do Erlend Öye, do Kings of Convenience, no StudioSP, uma espécie de acústico/voz e violão já que a banda não veio. Já estava meio bodeado por quarta não ter conseguido entrar por causa da lotação, mas voltei a tentar e sexta-feira estava sussa. Mitch e eu fomos para lá por volta da meia-noite, o show tinha começado, e o cara é uma figura completa - totalmente à vontade, fazendo brincadeiras, bem performático. E Kings of Convenience é aquela coisa né... som para ouvir com aquela preguiça característica de dias chuvosos e frios... ou só frios, à la Noruega. Depois de "I'd rather dance with you", "Stay out of trouble" e "Homesick" satisfazerem totalmente minha vontade louca de ir a esse show, o cara ainda saca uma "Heaven knows I'm miserable now" com toda aquela melancolia do Kings. De matar. Lá encontramos a Alê, a Angélica e alguns amigos delas que não conheço, e depois do show, entre um pulo ou outro na pista para matar minha vontade de dançar Gossip, o papo rolou solto até às 3h. E depois de três caipiroskas (como me alertou o barman, muito bravo, pois eu ficava pedindo caipirinha com vodka) e um saquê, lá vou eu...
Para o aniversário da Lukka, na D-Edge. E foi aí que o negócio começou a desandar. Encontrei um monte de gente, mas a Lukka que é bom, só fui encontrar no final e ela nem lembra que fui na festa, de tão... enfim, deixa pra lá. Mas ela foi embora e me deixou encarregado de acabar com 3 garrafas de champagne. Que tarefa difícil! Logo fiquei conversando com um amigo do Chris e matamos as três garrafas! E o melhor, ainda lembro o teor da conversa! Huh! Imbatível! Depois encontrei mais uns 3 conhecidos, papos rápidos e eis que... The boy from Milwalkee ataca novamente face à invasão de hologramas que aconteceu na balada! Às seis horas descolei uma carona para casa, paguei e quando sai da balada com o Gil...
A carona tinha ido embora. Pegamos o táxi e fomos para casa. No portão de casa, baixou outro exu e tivemos que desencanar de ir dormir, não sem antes dar uma passada na Loca para espeirar a poeira estelar baixar. Encontrar mais conhecidos, descolar mais bebida free até a hora de ir embora, dançar que nem um louco e ir para casa, descansar, às 10h da manhã. E esse foi...
O início do fim-de-semana. Mas sábado só trabalhei, domingo ensaio até às 3h da tarde para depois assistir a apresentação do pessoal de Artes do Corpo da PUC, "Mulheres de Rosa", uma peça com fragmentos da obra de Guimarães Rosa, com foco na relação de Riobaldo e Diadorim, de Grande Sertão: Veredas. Simplesmente animal, e emocionante por sentir a entrega vísceral com que o grupo estava fazendo aquilo. E a semana começa!
sexta-feira, dezembro 08, 2006
...
(Clarice Lispector)
PS: Toty, desculpa, mas não consegui não copiar seu post! Maravilhoso!
Conselhos do titio Andy
coca-cola e pisco! Não faz bem pra saúde e a ressaca é fenomenal! Ontem o
Rodrigo, que está passando um tempo em Sampa e dando um tempo de Manaus, nos
presenteou com uma festa no apartamento dele, e lá estava todo o bando de
mau-caráteres reunido novamente. Ponto alto da balada: a coreografia de
"Confortably Numb" ao som de Scissors Sisters! E como se a festa não
bastasse, uma esticada ao Funhouse até às 6h da manhã com minha parceira do
crime (melhor não citar nomes) e o Giuliano, em papos bebofilosóficos até o
último estágio!
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Desconstrução total
Não é nenhuma tese sobre Derrida, mas bem que vivemos numa época de total desconstrução das coisas e dos valores. Esta foto é de um presépio de Natal que estudantes da Universidade do Texas exibiram no início deste mês no saguão de um dos prédios do campus, onde o casal central não é Maria e José, mas sim Gary e Joseph, dando mais corda para a polêmica do casamento homossexual. O mais engraçado são os três magos: Lenin, Marx e Stalin, e a ovelhinha terrorista. Ok, ok, não tem nenhum menino-Jesus na manjedoura. E viva o questionamento da América! E viva o esquerdismo! E está declarada a guerra ao Natal!
Praia e sol
Férias! Holidays! Se tudo der certo, dia 26 devo estar descendo rumo à Santa Catarina, mais especificamente para o vilarejo da Guarda do Embaú, em busca de sol, praia, cerveja e um pôr-do-sol como o da foto, tirada há dois anos atrás no mesmo lugar. Tá chegando a hora de pensar na vida, fazer planos para o ano que vem e, como diz um amigo meu, morrer no dia 31 para nascer de novo no dia seguinte. Quem quiser, está mais do que convidado.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Licença poética
Teatro: "Zona de Guerra" de Eugene O'Neil
Eu tava triste, tristinho
Mais sem graça que a top model magrela da passarela
Eu tava só, sozinho
Mais solitário que um paulistano, que o canastrão na hora que cai o pano
Tava mais bobo que banda de rock,
que um palhaço do circo Vostok
Mas ontem eu recebi um e-mail
Era você de São Paulo, ou de Paris,
dizendo: nego, sinta-se feliz!
porque no mundo tem alguém que diz,
que muito te ama, que muito te ama, que muito muito te ama, que tanto te ama
Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho e desejar bom dia,
de beijar o português da padaria
Zeca Baleiro - Telegrama
(com alguma licença poética, claro)
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Dezembro chegou e chegou furioso. Do nada surge uma concorrência e um monte de trabalho na sua mesa. Espero que dê tudo certo e que o ano comece bem.
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Ontem fui ver "Zona de Guerra", montagem teatral do texto de Eugene O'Neil na unidade provisória do SESC na Paulista. Boa - simples e previsível, mas boa. Pelo menos vai servir para a prova de história de teatro que tenho hoje. O texto com certeza adquiriu ares de dejà vu depois do World Trade Center e toda a discussão pós-contemporânea sobre terrorismo, privacidade e a margem da dúvida.
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É, acho o cúmulo ter que fazer prova na minha idade. Com quase 30, a gente já tem bastante consciência do que sabe e do que não sabe.
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Os ingressos para o Coldplay já estão esgotados. Em apenas 48 horas, ingressos para os três shows foram embora. E agora?
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Meu, por que você não liga de volta hein? Cacete!
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Quem topa ir pra Guarda do Embaú (Santa Catarina) passar o reveillon?
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Eeee
Fogo Encantado em 2006?
CORDEL DO FOGO ENCANTADO - SESC POMPÉIA
15/16/17 de dezembro
TEATRO MÁGICO - SESC IPIRANGA
16 de dezembro
E dezembro chegou
Parece não achar lugar
No corpo em que Deus lhe encarnou
Tropeça a cada quarteirão
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Perigo nunca se encontrar
Será que ele vai perceber
Que foge sempre do lugar
Los Hermanos - Cara Estranho
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Fim-de-semana agitado, mas usual, este que passou. Show dos Los Hermanos na
sexta-feira na Academia Brasileira de Circo. Estava com um cansaço
sobrehumano e um sono que não sei de onde saiu, e por isso não consegui
curtir tanto. Mesmo não sendo um fã de carteirinha, gosto do som deles e,
apesar de sempre parecer que eles tocam a mesma música do início ao final do
show, as letras são inteligentes e se aplicam a várias, mas várias,
situações cotidianas, tipo essa aí que postei acima, "Cara Estranho", que
parece ter sido escrita pra mim... Ou para você também. Mas a grande
surpresa do show foi a banda que abriu, Hurtmold, som lisérgico, próprio
para viagens pessoais. Curti bastante. Sábado passou calmamente, estudando
história do teatro e depois indo ao SESC para assistir "A Pedra do Reino"
pela segunda vez. Chego em casa e...
Eis que começam a chegar várias pessoas com cerveja na mão e quando dei
conta estava rolando uma festa lá em casa, desta vez tranquila... Imagino eu
(pelo menos não houve reclamações). D-Edge, piração, chegar em casa de
manhã, aquela coisa básica de todo fim-de-semana. Domingo de ressaca no sofá
da Rifi assistindo Grey's Anatomy e depois a última sessão de cinema com o
Mitch para ver "El laberinto del fauno" no Frei Caneca. E assim se foi mais
um fim-de-semana e assim vi começar o último mês do ano, que trouxe com ele
a lembrança de todas as coisas que prometi e não fiz neste ano... E
possivelmente nem vá mais fazer. Mas...
Sempre há esperança. Se existe uma coisa que não perdermos quando crescemos
é a vocação natural de ter esperança.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
O direito de nascer
aqui no escritório, quando o Rodrigo quis matar uma mosca grávida. "Você já
viu uma mosca grávida?", ele pergunta. Eu respondo que não. "Quando ela não
voa é porque ela está pesada e grávida. Sai daqui, mosca nojenta", ele
responde tentando, a todo custo, acabar com a vida da pobre. Peço, imploro,
para que ele a deixe viver e criar seus filhotes, pois mesmo os bebês-mosca
têm o direito de nascer.
Quickdrop
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O Coldplay confirmou as datas em Sampa: 26 e 27 de fevereiro, na Via Funchal. Roger Waters todo mundo já sabe que vem. Agora também já se sabe que vem novamente a trupe do Cirque du Soleil com outro espetáculo, Alegria.
Além destes, alguns (digo, alguns) poderão se deliciar com Aerosmith, Bryan Adams e David Copperfield. E, esse eu recomendo, ainda vêm os caras do Blue Man Group, ducaralho. E a Cie enchendo o rabo de dinheiro.
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SuperCasas Bahia é o hype do momento!
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Comprei os ingressos para o show do El Perro del Mar no SESC Vila Mariana, pela bagatela de 3 reais. Se correr, ainda tem.
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Estou tentando ficar fluente em Los Hermanos, mas tá difícil. Só consigo ficar ouvindo "Samba a dois", nada mais.
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Mitch, parece que 2007 finalmente teremos Radiohead, também.
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A Folha consegue ser um jornal muito atrasado, quando quer. A capa da Ilustrada hoje diz "Profetas da eletrônica", falando sobre Skazi e Infected Mushrooms, os mestres do psytrance. Ah, poupe meus neurônios... Os caras desfilam pra lá e pra cá por terras brasileiras desde que Carmen Miranda deu o tico tico no fubá.
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Esse fim-de-semana estréia o esperado "O labirinto do Fauno", podem ir assistir que deve ser bão.
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Vai acabar o ano e não consegui ver nem Teatro Mágico nem Cordel do Fogo Encantado. Será que ainda vai rolar alguma apresentação?
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Estréia nesse fim-de-semana, nos EUA, o megablockbuster "Turistas", aquele filme de terror que já comentei aqui há algum tempo sobre um grupo de turistas americanos que vem passar férias no Rio, onde cariocas falam espanhol, e onde tudo é uma grande selva. O grupo é caçado e cruelmente assassinado por uma quadrilha de tráfico de órgãos. Afe.
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Cheiro do Ralo na lista de concorrentes no festival de Sundance? Ahn?











